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terça-feira, 5 de junho de 2012

Querido belógue... (XXV)

Estou a trabalhar ao som de uns esforçados "Ummm, dooiiiis, trêsss" e por aí fora. A minha irmã decidiu fazer agachamentos e coisas assim e está a contar alto enquanto eu trabalho. Deve motivá-la. Sente que pelos menos estamos as duas a trabalhar para alguma causa. Eu estou a trabalhar o cérebro, ela a trabalhar o corpo. Eu trocava. Já não são horas de esforço mental prolongado...

domingo, 3 de junho de 2012

Querido belógue... (XXIV)

... encontrei-me. Tive um momento de revelação profunda e concluí que eu sou claramente a personificação da Barbie. Provas? Além de ser polivalente (Mary Jane, a bailarina; Mary Jane, a psicóloga; Mary Jane, a encenadora; Mary Jane, a monitora, and so on), tenho unhas cor-de-rosa marcador fluorescente. Muito mais fluorescente do que as fotos exibem. Aliás nas fotos parecem simplesmente vermelhas.
Achei que este era um dado relevante para a humanidade notificar a descoberta da Barbie humana.


domingo, 27 de maio de 2012

Querido belógue... (XXIII)

...os meus avós regressaram do fim-de-semana de comemoração dos 54 anos de casamento. "Não me apetecia nada ir, mas vou por ele, para não ficar triste", confidenciou a minha avó na quinta-feira. No dia seguinte mostrava à minha irmã alegremente o conjunto de toilettes (a minha avó é muito fina para dizer looks ou outfits) que planeava levar. Já eu olho para a relação dos meus avós num misto de admiração e inveja. Inveja porque não sei se ainda se fazem relações assim tão longas... Está bem que são só números... E que 2 anos podem valer por 50, mas a imagem de um amor que caminha connosco e cresce connosco ao longo da vida é das imagens mais românticas que as melhores histórias de infância souberam enraízar em mim.

sábado, 26 de maio de 2012

Querido belógue... (XXII)

... a única forma de sair viva de um fim-de-semana em que a cabeça está a ser agressivamente espalmada sem alucinar e começar a ver mais papel do que aquele que aqui ao lado se acumula é espalmar igualmente o corpo. Castigá-lo de tal forma que faça com que a cabeça tenha o verdadeiro intervalo de que precisa. Por isso (na realidade porque há actuação em breve), sexta e hoje enfrentei uma hora e meia de aula de dança e amanhã enfrentarei mais uma hora e meia, logo de manhã pela fresquinha. Normalmente não gosto de aulas de dança assim como a primeira coisa que faço mal acordo. O corpo ainda não está sintonizado para a actividade necessária e  tem tendência a reagir com uma inércia brutal e a fingir-se de morto. A tal ponto que chego a duvidar se sou eu que comando o corpo ou se é o corpo que me comanda em mim. Para amanhã comandar eu vou fazer um serão calminho, em casa, e tentar esquecer que é sábado à noite.


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Querido belógue... (XXI)

... e depois também há quem diga que eu me fecho como a defesa do Chelsea. Do Chelsea não do Villas-Boas, mas do Di Matteo. Do Chelsea que resistia estoicamente ao melhor dos futebois e que era a negação do próprio futebol.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Querido belógue... (XX)

... está tudo explicado. Hoje percebi que não teria talento para ser uma celebridade. Quando se abeiraram de mim 40 certificados para lá cunhar a minha bela (tem dias) assinatura, eu achei lindo! Quer dizer, deixar assim a minha assinatura em 40 papeis pareceu-me tarefa digna de muitos flashs.

Ao fim de 10 certificados já não importaria de trocar com alguém.

Ao fim de 20 já divagava sobre o árduo que seria desempenhar tal tarefa com um sorriso à prova de fãs e de flashs.

Ao fim de 30 já constatava sobre o ardúo que é certamente desempenhar tal tarefa com um sorriso minimamente realista e já contava, a encher fôlego, os certificados que restavam assinar para ter a certeza de que estava mesmo quase-quase-quase!

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Querido belógue... (XIX)

... hoje eu:

-  podia ter dado início a uns capítulos trágicos de Mary Jane ao volante. Se não fosse o meu instrutor a sinalizar, não tinha cedido passagem a nenhum peão;
- achei que não vou tão mal quanto penso na condução depois de ter sido conduzida por alguém, também em aprendizagem, que ia permanentemente aos soluços;
- almocei às 11:40 porque tinha agenda cheia e sem intervalos à hora que as pessoas normais almoçam (das 12h às 15h)
- convoquei reforços familiares para apoio à resolução de um contrato que foi ingenuamente assinado por pessoas que são bem embaladas por conversas e eu, claro, não consegui agir como se não fosse nada comigo, mesmo não sendo;
- à conta de muitas voltas, cheguei à aula de dança 1 hora atrasada, aproveitei meia hora;
- vi uma senhora, com pelo menos mais 10 anos do que eu, a chorar por sair de um projecto para abraçar  um projecto profissional maior e melhor. Senti uma empatia imediata e achei que poderia estar a olhar para mim dali a 10 anos. À despedida elogiaram-lhe o profissionalismo, a meiguice e a capacidade também de dar uns berros quando assim tinha de ser. Se daqui a 10 anos disserem o mesmo sobre mim, ficarei feliz.

Basicamente, foi um dia como todos os meus têm sido desde Janeiro, sempre com qualquer coisa de imprevisível. Sempre muito agitados, mas a valer tanto a pena.


E agora com licença que tenho de terminar uma reflexão para uma menina querida.

domingo, 13 de maio de 2012

Querido belógue... (XVIII)

... eis um dos motivos da minha ausência. Diz que sexta-feira esteve um bom dia de praia e que se almoçou com vista mar. Tendo em conta que não moro à beira da praia é um evento digno de registo.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Querido belógue... (XVII)

... hoje antes de usar pela 2ª vez uma t-shirt que comprei há uns meses atrás pensei 2 vezes. A primeira vez que a vesti as coisas não me correram muito bem. Para não dizer literalmente que correram mal. E esta é das superstições mais parvas de sempre, mas provavelmente a única que tenho. Reza a história que houve um casaco que só usei uma vez porque no dia em que o estreei tudo me correu mal. Desta vez, estava decidida a contrariar a superstição. Até porque a roupa paga-se não é para ficar pendurada no armário. Mas basicamente, e por muito que eu tente voltar o meu olhar para o positivo, está a acontecer tudo o que não podia acontecer. Agora resta-me enfrentar a tarde... E encher-me de força para não enclausurar mais uma peça azarada no armário.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Querido belógue (XVI)...

... hoje é um dia bom. Um dia bom ao estilo adolescente: um dia bom porque sim, sem grande razão, tal como podia ser um dia mau, sem grande razão. É daqueles dias bons que nem sabemos bem explicar porque é bom, porque não aconteceu, nada que se destaque, mas é. E é bom porque de repente tudo faz sentido e a vida é bela. Acho que no fundo este meu sentimento é um produto de uma mistura vitamínica natural. Dias de sol fazem-me muito bem, assim como mais sono. Além disso, por mais projectos engraçados em que esteja envolvida, a perspectiva de hoje sair e ir directamente para casa sabe-me muito bem.


terça-feira, 8 de maio de 2012

Querido belógue... (XV)

... hoje estive em reunião com o senhor presidente da câmara municipal da minha terra. Quase que me senti uma pessoa importante. Está bem que não foi uma reunião só para mim. Fui eu e mais 4 da grande equipa de um dos mais recentes projectos em que me envolvi. Mas, caramba, eu sou a mais infante e já ando nestas vidas de gente séria! Quase que me senti importante (ou embriegada de uma pseudo-importância) naquela sala com cadeiras clássicas, um quadro do tamanho de uma das paredes, umas esculturas inexplicáveis e uma vista panorâmica para a cidade. Mas depois, ao longo da reunião, ao ver como o presidente fazia calar os vereadores só com um olhar, como fazia contas no imediato, como resolvia as mais diversas questões no imediato, como produzia ideias no imediato e como fazia chamadas para diligenciar coisas no imediato reduzi-me à minha insignificância.

Para já sou só uma pessoa que não sabe ainda bem o que vai ganhar com o que faz, mas que está a ganhar calo numa série de assuntos.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Querido belógue... (XIV)

... hoje engoli um "almoço" em 10 minutos. E nem vamos falar do meu jantar... Da próxima vez que vier para cá dizer que me vou meter em qualquer coisinha, mesmo que pareça qualquer coisinha de fantástico, maravilhoso, oportunidade de uma vida, que os meus abençoados seguidores me proíbam. Na impossibilidade de me atarem a uma cadeira e amordaçarem a boca de cada vez que me ponho com ideias, que me roguem 20 pragas de inveja. 20 pragas é muita coisa, pode ser que com a pressão eu não ceda.

Estou em progresso, em progresso...

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Querido belógue... (XIII)

... vou ter 2 horas de aulas de condução. E está a chover de uma chuva violenta com a qual nunca conduzi! Se aguentar e se regressar em pleno domínio de todas as minhas faculdades físicas e mentais logo estou cá para contar como foi.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Querido belógue... (XII)

... estou a ficar mal humorada. E com mal humorada significo que me sinto seca e fria. Se a minha avó estivesse aqui diria "O teu mal é sono" e teria toda a razão.


Querido belógue... (XI)

... está a dar-me um ataque profundo de comichão. O meu pai não tecla ao computador. O meu pai martela as teclas, o que é um fenómeno completamente diferente. Atira-se a elas de dedinho apontado em riste e carrega profundamente em cada letrinha que pretende introduzir.

Agora imagina, querido belógue, isto relativamente rápido e mesmo aqui ao lado...

terça-feira, 1 de maio de 2012

Querido belógue... (X)

... acho que a aspirante a escritora que há em mim e que adormeceu algures na adolescência está a querer despertar. Ontem escrevi um conto/crónica . Hoje outro. E não é em escrever meia página, página inteira ou 20 páginas que está a surpresa, porque escrever é uma coisa que faço todos os dias. A surpresa está no regresso da escrita pura, que tinha ficado de lado. Na escrita quase arte secreta e vital. E a verdade é que ontem e hoje, sem saber se isto se vai repetir, voltei a desfrutar daquele imenso gozo de estar a escrever e das palavras me saltarem em catadupa e fazerem pleno sentido, enchendo-me de qualquer coisa de inexplicável. Epifania, há quem lhe chame.


Querido belógue... (IX)

... diz que somos escolha da Carolina para blog do mês de Maio. E que há um texto lindo, a falar do blog como se calhar eu própria nunca fui capaz. Reacções? Replico apenas o comentário que lhe deixei:


OOOOOOOOOOOhhhhhhh páááááááá... E ainda escreve a dona deste blog no comentário anunciando estas palavras "Espero que não te importes". Como é que podia importar? Sei sempre que ter um blog vale a pena, sem precisar de elogios, mas quando os tenho, e do tamanho deste, tenho a maior recompensa: percebo que não escrevo em vão. 

Estes dias há muita gente apostada em deixar-me de lágrima no canto do olho! Ou então sou eu que estou sensivelzinha :) 

Obrigada. Obrigada mesmo.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Querido belógue... (VIII)

... como já é sabido, tenho uma pequena obsessão com a meteorologia. E por esta altura, já a perspectivar-me de bikini e chinelo no pé, começo a investigar previsões sazonais que me indiquem como será a minha estação favorita, o Verão. À partida, em 2012 teremos um Verão tropical, quente, mas bem chovido! No meio de muitas palavras complicadas há um resumo simples:







E eu a contar fazer mais praia do que nunca! Cá para mim vou mesmo à chuva e há-de ser bem romântico... Há sempre a probabilidade de esbarrar contra um surfista de cabelo a reluzir de cera.

domingo, 29 de abril de 2012

Querido belógue... (VII)

... está a granizar lá fora, troveja e eu estou numa espécie de processo de mentalização. Repito para mim própria "O antibiótico não vai vencer...". Depois de 3 dias movida a Brufen, na esperança de eliminar a dor de garganta e ouvidos que me perseguiam, mas sem sucesso, tive de começar o antibiótico.  E estou com um sono enorme e a sentir-me muito lentificada, coisas que imediatamente atribuo a efeitos secundários da medicação, daí a mentalização. Mas também pode ser porque chove lá fora. Ou melhor, já caem mesmo furiosamente pedrinhas de granizo lá fora. E está muito cinzento. E com tudo, eu estou capaz de uma sesta... Coisa que não vai acontecer.



sexta-feira, 27 de abril de 2012

Querido belógue... (VI)

... a ti que não dizes nada a ninguém, conto que já passei horas a percorrer blogs e sites que fazem de casamentos autênticos fairytales. E que há uns dias, na loucura, acrescentei à Bucket List "saltar para uma piscina em vestido de noiva", ideia que não sei exactamente se quero concretizar porque é parva. É parva primeiro porque um vestido custa dinheiro e ensopá-lo todo não sei se é a melhor ideia... Segundo, porque num casamento uma pessoa está impecavelmente pintada e maquilhada. Terceiro, porque nem sei se gosto assim tanto da ideia. Mas enfim, pareceu-me o tipo de coisa que as pessoas apaixonadas podem fazer. E como eu sou do tal fairytalesco, talvez faça algum sentido.