quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Condições/situações lamechas (GRANDE RESULTADO)

As situações e condições a que me referia são na realidade coisas mais simples e genéricas, não obstante estarem certos em relação a situações particulares que serão também particularmente adereçadas na caixinha de comentários. Mas voltando ao que interessa, a minha lamechice é agravada:

- Com sono (vês Runaway, a grande questão do outro post não era o tipo de filme, era o sono, como acertou o Pedro P.!);

- Com stress (excluindo situações de stress violento em que lanço olhares fulminantes a quem me tente tocar);

- Com bebida (mas atender que não é um lamechas piegas mas bem humorado!).

Agora questionem todos: o que é que todas estas situações têm em comum? Correspondem a momentos  em que as minhas defesas naturais estão em modo relaxado, portanto a minha veia afecto e cinderela and so on salta violentamente cá para fora.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desvarios nocturnos ou música do momento #8

Quão bom é para uma mulher solteira, no auge da sua época fértil, começar, a avançadas horas da noite, a ver um filme com músicas que versam assim:

"And when I touch you
I feel happy inside
It's such a feeling that my love
I can't hide
Yeah, you got that something
I think you'll understand
When I feel that something
I want to hold your hand"

Quão bom é fazer isto à hora da lamechice? Quão "ainda mais bom" é ter conversas em que praticamente só se repete uma palavra, "bebés"? E não, não se trata de um momento romântico ou pré-romântico ou qualquer coisa do género. O único resultado possível é ficar a chuchar no dedo. Metaforicamente. Porque já somos grandes demais para o fazer de outra forma.

P.S. --» A "poll" do post de ontem continua em aberto!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Descobri que há várias condições/situações em que a minha lamechice é agravada...

Aceitam-se palpites (pensem em vocês para se inspirarem e façam de conta que estão a pensar em mim).

Tenho o cão enlutado

Pois se dizem que há depressão canina e há especialistas até indicados para a resolver, diria que o meu cão está a atravessar um luto canino visível para quem está familiarizado com os seus hábitos. Quem não está, pensaria tratar-se apenas de um cão meigo e dócil que aprecia estático e sem histerias, como se quer, uma mão a deslizar lentamente no seu pêlo.
No início (o início que é há coisa de 2 dias, quando regressei a casa) eu achei tudo isto espectacular. Como o Kaiser já não está percebeu que é o cão-alfa da casa e deixou de ser o puto que reagia a festinhas com trincas e saltos incontroláveis como se tivesse estado em cativeiro durante 300 dias. Maturidade, pensei eu, até que enfim!
Até começar a achar que não é bem o caso... Passa demasiado tempo deitado em vez de estar a correr. E hoje foi a prova de fogo. Quando antes bastava abrir a porta de um dos carros para ele desatar numa corrida frenética e enfiar-se onde calhasse, hoje foi preciso, depois de dizer naturalmente, proferir em câmara lenta Vou sa-ir. Um olhar vago e educado para a trela? Não, não pode ser o mesmo cão. Foste trocado. Vou no GOOOLF, está bem? E eis que ele entra para o carro mas numa serenidade também pouco usual. Afago-lhe a cabeça, falta do mano, hum? Nós também, nós também.

domingo, 19 de agosto de 2012

O que eu devia estar a fazer versus o que eu estou a fazer

O que eu devia estar a fazer era a terminar uma apresentação importantíssima que diz que vai para fora do país e tudo e que é coisa séria e que tem de ser despachada impreterivelmente hoje.

O que eu estou efectivamente a fazer é ruminar. E ruminar. E ruminar, ruminar, ruminar... E ruminar.

Tenho de ter uma conversa séria com as minhas habilidades de regulação emocional.

E quando toda a gente fala em gelados, eis o meu vício secreto:

Diz a minha mãe que durante a gravidez se encheu de CERELAC para eu ficar a gostar. Eu digo que resultou, a longo prazo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Nadar com o cão

Foi uma das actividades que desempenhei hoje à tarde. É quase tão estiloso como nadar com golfinhos e não paguei 200€ como pagaria na dita actividade! Claro que as outras actividades que desempenhei, menos interessantes, não são dignas de contar. Agora nadar com um cão, admitamos, é de outro nível. E quem não gosta de canídeos, imagine, ainda assim, uma cena cinematográfica de donzela a nadar com o seu cão e a coisa mudará de figura! E não me venham com o pêlo e a baba, pois, na verdade, e graças ao facto do espécime canino ser muito higiénico (ou então são só os motores da piscina que trabalham bem!), estes são quase inexistentes...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ser mulher é difícil

Este post é só para dizer que ser Mary Jane, ou, mais genericamente, ser mulher é difícil. É difícil mesmo quando é fácil. É difícil porque é não saber se calço um 36 ou um 37, mas, convenientemente, poder esmagar o pé para calçar um 36 mesmo quando esse 36 é pequeno demais. Ou subitamente calçar 38 quando um modelo único e lindo e magnífico não existe no nosso armário e afinal só fica um bocadinho grande e se eu puser assim o pé, nem se nota! É difícil porque é num momento ter 10 ideias na manga para potenciais projectos profissionais e estar a sorrir entre dentes com a hipótese de se concretizaram e no outro momento estar a pensar que não, não vamos sonhar porque provavelmente 10 pessoas já tiveram uma ideia igual. É difícil porque é (era) dizer que um exame correu profundamente mal, e que não queremos falar porque pode nem dar para passar, e sair de lá um 16 que depois nem conseguimos confessar . É difícil porque é num momento estar a dizer que estou a morrer de calor cheia de tralha à volta e logo a seguir dizer que estão 35.5 graus e que o calor é maravilhoso, magnífico, seguindo-se, claro, o pensamento de que se pudesse teria nascido num país tropical. É difícil porque é ir de uma divisão à outra e não me lembrar do que vim fazer, mas, vá lá, lembrar-me, pelas aulas de Psicologia da Memória, que se voltar à divisão em que estava vou recuperar a memória. 

Tudo isto até pode nem ser difícil, mas é uma dificuldade... E podia continuar, mas sei que especialmente no Verão se querem é posts extra-finos, não extra-longos!

Toda tu és uma dificuldade

Bem verdade.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Apanhei-te

Vi uma estrela cadente. Tudo bem que o resto das pessoas que presenciavam na mesma praia, no mesmo momento, aquela pretensa chuva de cometas viram em média sete. Mas eu vi aquela. E aquela era a minha estrela, ninguém me convence do contrário. Porque foi na esperança de a apanhar que, quando, muito perto da meia-noite, galgava a areia rumo às caminhas de praia onde me queria deitar, silenciei a dor de uma concha (ou de um vidro, não tive a certeza naquele momento!) que senti a perfurar-me o pé e o fez arder. E silenciei a dor evitando até olhar para o pé porque se estivesse em sangue atirava-me logo para o chão em pranto profundo tal é a aversão que tenho a sangue. Por outro lado, se me queixasse brevemente, era logo motivo para se quebrar o verdadeiro mote daquele momento - ver a chuva de cometas - e vir tudo, de telemóveis em punho, que agora servem de lanternas, examinar meticulosamente o meu pé e quiçá sugerir um internamento hospitalar para resolver a questão mas que me afastaria daquele evento! Não, não podia ser. Nada podia gorar os meus planos. E assim lá me prostrei eu na caminha de praia, de vestido leve e écharpe emprestada a cobrir as pernas. Seguiram-se intensos protestos à minha falta de sorte (ou de atenção?! esta mania de me concentrar nas pessoas) de cada vez que uma equipa inteira vislumbrava uma estrela cadente e eu não! Até que, depois de algum desespero, lá apareceu ela, pequena e breve. Breve e imediata foi também a forma como, enquanto via o rasto da estrela, soube exactamente qual era o pedido que queria formular. Apanhei-te. Shhhiuuu...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Há sempre um momento na vida de todas as mulheres...

... em que, por momentos, recordamos a mítica cena da Marilyn Monroe e pensamos que estamos a segundos de replicá-la sem estar certas, contudo, por não nos encontrarmos num momento devidamente antecipado, se viemos com a lingerie mais adequada. Duvidamos ainda se a cena vai ser recebida em apoteose ou se porque, enfim, faltam os holofotes (apenas os holofotes!) num riso a bandeiras despregadas geral por parte de quem presencia a cena. Felizmente, temos reflexos suficientemente rápidos para amansar o vestidinho leve, levezinho e fresquinho de Verão que não resiste a uma brisa mais atrevida.

domingo, 12 de agosto de 2012

Hei-de ser sempre... (ou lamechice pegada)

Às vezes sou tão lamechas que até a mim me enjoa. A melhor parte é que quem me vê por aí, à distância, não me adivinha a lamechice (às vezes nem à próximidade). A pior parte é que hei-de ser sempre a pessoa que detesta perder. Perder a jogar nem me incomoda tanto... Até porque, como diria o meu bisavô, só jogo a feijões e não perco nada realmente... Mas perder pessoas é arrancar-me a pele. Trago as minhas pessoas a palpitar, a apertar a minha pele, emaranhadas no pensamento. Hei-de ser sempre a pessoa que é com o outro. E em tão pouco tempo sei que te fui. Por isso te chamo minha pessoa sem endereçar autorizações. A perspectiva de ficar pouco mais do que o fumo invisível de um cigarro apagado mói-me. Macambúzia, dizem, e perguntam porquê.

Não sou imune. Às vezes gostava de ser. Pegar nas pessoas, arrancá-las de mim como quem arranca uma folha escrita de um caderno A4, amarrotá-la e atirar para trás das costas. Muita informação, mas pouca confusão...
Tenho tendência para deixar - quem merece vá, quem merece - escrever a tinta permanente, difícil de apagar. E contigo já não dá de outra forma. Disseste que não vais morrer. Mas a grande questão é que eu não quero mais sonhos sem cor. Nem quem, por muito que queira e ensaie as cores todas, não tem meio de os colorir. Há coisas que não se fazem só com boa vontade e que não são porque se quer, mas talvez porque tem ou não tem de ser. Pensando bem, neste caso nem sei bem se é, mas mais do que saber se é ou não é, sei que pode ser... E isto deixa tantas palavras sem voz... Vou ter que voltar a desfazer o que me imaginei a não conseguir mais ser.

Agarro-te a mão que é - porque tem de ser - do tamanho que eu quiser. Aperto-te a mão que significa - porque eu quero que assim seja - dizer que gosto de ti. Enquanto isso penso baixinho, porque dizem que grandes desejos se pedem baixinho e não se contam a ninguém, em tudo o que ainda é, para mim, um caminho sem fim à vista. Para ti vejo um fim à vista e é isso que me deixa melacancólica e macambúzia, nem sei bem se é bem triste. Acredito que mereces estar com alguém que pense, por entre refeições básicas, o que é que tu estás a comer ou a beber, que pense onde é que estás e se estás bem, que pense se estás a brincar aos heróis de desenhos animados, que te faça sentir livre e preso ao mesmo tempo, que te respeite, que perca a noção das horas contigo, que ceda por ti e que se exceda por ti, que aprenda contigo, que largue uma grande gargalhada contigo, que perca os nortes ao coração e trace novos rumos à vida por ti. Por isso, e como sei que não fazes escolhas em vão, lá no fundo (que não sei bem onde é), estou feliz por ti. E, dê por onde der, monstruosamente orgulhosa por me ter cruzado com alguém como tu.

sábado, 11 de agosto de 2012

Querido belógue... (XXXVI)

...as mulheres desta família andam com relações trocadas com os diversos produtos existentes no mercado de cuidado ao corpo no mesmo momento histórico. E eu fiquei completamente aliviada, porque já estava a achar que este era um daqueles problemas só meus. Ontem confessava eu (a achar que tinha cometido o delito do século e ainda meio envergonhada por não ser a maior pró em coisisses femininas!) que andava a usar como gel de banho um creme hidratante. Risos gerais. Pronto, calma, pelos vistos ando a fazer-me mulher, mas não dá para atacar todas as frentes ao mesmo tempo... A seguir denuncia a minha madrinha que ela fez do gel de banho creme hidratante. Risos gerais. Ainda não satisfeitas, uma prima, na melhor das versões, aponta, por entre aquele riso que mal deixa que as palavras se façam ouvir, que fez de um creme anti-celulítico champô. Riso descontrolado daquele estilo que fica sem som.

Em caso de dúvida, obviamente que não são as minhas pernas.