quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Como facilitar encontros com máquinas

Sob pena de na próxima aula de dança, que depois da corrida começa geralmente com aquecimento no chão, o meu corpo se grudar de tal forma ao pavimento que ameace não mais se mexer ando, desde segunda-feira, a afiançar que hei-de conduzir esta bela massa óssea até à sala das máquinas. Está bem que tenho dado umas braçadas na piscina, mas é coisa de pouco esforço e dei por mim a observar que já vamos em quinta-feira... Espera lá, Q-U-I-N-T-A-F-E-I-R-A e não me abeirei uma única vez do local prometido! Marquei, então, na agenda mental: 19 horas, sem mais desculpas. 

Neste momento estou a formular planos para tornar mais fácil o momento. Nem é o esforço físico que me aborrece, que com esse posso bem e gosto, é a falta de distracção para a mente! Mal chego à sala das máquinas é tudo cinzento demais para mim. Bem que há lá um discman, mas já não disca nada... Bem que, em alternativa, há banda sonora proveniente da fauna exterior, mas pássaros ainda não falam... Portanto, acho que me vou fazer acompanhar por um livro. Mas, sendo provável que a leitura não se compadeça com a movimentação requerida, levo telemóveis presos artesanalmente no elástico dos calções, as usual, e estou convicta de que um ou outro meio me há-de salvar e vou ser feliz, mesmo que venha a não usar nenhum deles.

Tentei mesmo guardar isto só para mim, mas não consegui!

Chris & Liam Hemsworth

E...
...afinal ainda há outro (um bocadinho mais datado e largo, mas ainda assim bem parecido!):

Mary Jane expande negócios

3ª feira (se fiz as contas bem, sabendo eu do habitual desnorte relativamente ao dia da semana de que padeço nesta época do ano) fui fazer um trabalho relacionado com a fotografia. Nunca tinha ido para além das brincadeirinhas a custo zero para amigos ou para amigos dos amigos, principalmente ao nível da edição fotográfica, ocasionalmente juntando quer fotografia, quer edição, e a minha "fama" foi-se estendendo bem, mas a um núcleo muito próximo e sempre disposto a dar em troca apenas o melhor sorriso e redobrados elogios pelo trabalho. E para mim estava bem assim.
Este ano começaram a surgir notas em cima da mesa. Vai daí, eu também resolvi que chegava de brincadeiras. Neste caso, o que fiz na 3ª feira podemos dizer que foi o meu trabalho "mais sério". Lá me debrucei eu, durante o tempo que pude sobre fóruns e sites de fotografia de bebés, recolhi dicas que não viria a utilizar - porque depois foi tudo uma questão de feeling do momento - suei profundamente quando uma das objectivas deu à última da hora um erro, afinal fácil, mas que não soube como resolver, e fui até ao local combinado acompanhada de um nervoso miúdinho.

No final correu tudo bem, não fosse esta uma família muito descontraída:

- Então, o D. está bem-disposto?
- Está, está! Não dormiu muito bem, mas se começar a ficar maldisposto não te preocupes que eu dou-lhe uma daquelas revistas com mulheres nuas e ele fica logo bem-disposto.

Cabe apontar que o D. tem a mão deste tamanho:


quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Na piscina com Nicholas Sparks

Faço sempre leituras light nas férias. Para descansar a cabeça, digo eu a todos, mas na realidade procuro só uma desculpa socialmente aceitável para não parecer menos snob quando o faço. 

Estou a ler Nicholas Sparks. Um Homem com Sorte porque foi o livro que encontrei na cabeceira da minha prima C. (e esta não é desculpa para não parecer menos snob).

Pois que estava tudo a correr muito bem, leituras em local idílico e tal, mas eis que me dá um bloqueio mental nesta frase:

"Quando ela se agachou ao lado dele, Thibault notou um odor a loção de côco aplicada de manhã cedo."

Mas quê, o Thibault sabia que a loção foi aplicada de manhã cedo? Andou a espreitar a Elizabeth pelo buraco da fechadura? Sabia que a loção foi aplicada de manhã cedo porque precisa de "decantar" até atingir o odor que tinha naquele momento? A malta quer é desenvolvimentos! O fuso horário em que foi aplicado a loção é indiferente!

Condições/situações lamechas (GRANDE RESULTADO)

As situações e condições a que me referia são na realidade coisas mais simples e genéricas, não obstante estarem certos em relação a situações particulares que serão também particularmente adereçadas na caixinha de comentários. Mas voltando ao que interessa, a minha lamechice é agravada:

- Com sono (vês Runaway, a grande questão do outro post não era o tipo de filme, era o sono, como acertou o Pedro P.!);

- Com stress (excluindo situações de stress violento em que lanço olhares fulminantes a quem me tente tocar);

- Com bebida (mas atender que não é um lamechas piegas mas bem humorado!).

Agora questionem todos: o que é que todas estas situações têm em comum? Correspondem a momentos  em que as minhas defesas naturais estão em modo relaxado, portanto a minha veia afecto e cinderela and so on salta violentamente cá para fora.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Desvarios nocturnos ou música do momento #8

Quão bom é para uma mulher solteira, no auge da sua época fértil, começar, a avançadas horas da noite, a ver um filme com músicas que versam assim:

"And when I touch you
I feel happy inside
It's such a feeling that my love
I can't hide
Yeah, you got that something
I think you'll understand
When I feel that something
I want to hold your hand"

Quão bom é fazer isto à hora da lamechice? Quão "ainda mais bom" é ter conversas em que praticamente só se repete uma palavra, "bebés"? E não, não se trata de um momento romântico ou pré-romântico ou qualquer coisa do género. O único resultado possível é ficar a chuchar no dedo. Metaforicamente. Porque já somos grandes demais para o fazer de outra forma.

P.S. --» A "poll" do post de ontem continua em aberto!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Descobri que há várias condições/situações em que a minha lamechice é agravada...

Aceitam-se palpites (pensem em vocês para se inspirarem e façam de conta que estão a pensar em mim).

Tenho o cão enlutado

Pois se dizem que há depressão canina e há especialistas até indicados para a resolver, diria que o meu cão está a atravessar um luto canino visível para quem está familiarizado com os seus hábitos. Quem não está, pensaria tratar-se apenas de um cão meigo e dócil que aprecia estático e sem histerias, como se quer, uma mão a deslizar lentamente no seu pêlo.
No início (o início que é há coisa de 2 dias, quando regressei a casa) eu achei tudo isto espectacular. Como o Kaiser já não está percebeu que é o cão-alfa da casa e deixou de ser o puto que reagia a festinhas com trincas e saltos incontroláveis como se tivesse estado em cativeiro durante 300 dias. Maturidade, pensei eu, até que enfim!
Até começar a achar que não é bem o caso... Passa demasiado tempo deitado em vez de estar a correr. E hoje foi a prova de fogo. Quando antes bastava abrir a porta de um dos carros para ele desatar numa corrida frenética e enfiar-se onde calhasse, hoje foi preciso, depois de dizer naturalmente, proferir em câmara lenta Vou sa-ir. Um olhar vago e educado para a trela? Não, não pode ser o mesmo cão. Foste trocado. Vou no GOOOLF, está bem? E eis que ele entra para o carro mas numa serenidade também pouco usual. Afago-lhe a cabeça, falta do mano, hum? Nós também, nós também.

domingo, 19 de agosto de 2012

O que eu devia estar a fazer versus o que eu estou a fazer

O que eu devia estar a fazer era a terminar uma apresentação importantíssima que diz que vai para fora do país e tudo e que é coisa séria e que tem de ser despachada impreterivelmente hoje.

O que eu estou efectivamente a fazer é ruminar. E ruminar. E ruminar, ruminar, ruminar... E ruminar.

Tenho de ter uma conversa séria com as minhas habilidades de regulação emocional.

E quando toda a gente fala em gelados, eis o meu vício secreto:

Diz a minha mãe que durante a gravidez se encheu de CERELAC para eu ficar a gostar. Eu digo que resultou, a longo prazo.

sábado, 18 de agosto de 2012

Nadar com o cão

Foi uma das actividades que desempenhei hoje à tarde. É quase tão estiloso como nadar com golfinhos e não paguei 200€ como pagaria na dita actividade! Claro que as outras actividades que desempenhei, menos interessantes, não são dignas de contar. Agora nadar com um cão, admitamos, é de outro nível. E quem não gosta de canídeos, imagine, ainda assim, uma cena cinematográfica de donzela a nadar com o seu cão e a coisa mudará de figura! E não me venham com o pêlo e a baba, pois, na verdade, e graças ao facto do espécime canino ser muito higiénico (ou então são só os motores da piscina que trabalham bem!), estes são quase inexistentes...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ser mulher é difícil

Este post é só para dizer que ser Mary Jane, ou, mais genericamente, ser mulher é difícil. É difícil mesmo quando é fácil. É difícil porque é não saber se calço um 36 ou um 37, mas, convenientemente, poder esmagar o pé para calçar um 36 mesmo quando esse 36 é pequeno demais. Ou subitamente calçar 38 quando um modelo único e lindo e magnífico não existe no nosso armário e afinal só fica um bocadinho grande e se eu puser assim o pé, nem se nota! É difícil porque é num momento ter 10 ideias na manga para potenciais projectos profissionais e estar a sorrir entre dentes com a hipótese de se concretizaram e no outro momento estar a pensar que não, não vamos sonhar porque provavelmente 10 pessoas já tiveram uma ideia igual. É difícil porque é (era) dizer que um exame correu profundamente mal, e que não queremos falar porque pode nem dar para passar, e sair de lá um 16 que depois nem conseguimos confessar . É difícil porque é num momento estar a dizer que estou a morrer de calor cheia de tralha à volta e logo a seguir dizer que estão 35.5 graus e que o calor é maravilhoso, magnífico, seguindo-se, claro, o pensamento de que se pudesse teria nascido num país tropical. É difícil porque é ir de uma divisão à outra e não me lembrar do que vim fazer, mas, vá lá, lembrar-me, pelas aulas de Psicologia da Memória, que se voltar à divisão em que estava vou recuperar a memória. 

Tudo isto até pode nem ser difícil, mas é uma dificuldade... E podia continuar, mas sei que especialmente no Verão se querem é posts extra-finos, não extra-longos!

Toda tu és uma dificuldade

Bem verdade.