Sob pena de na próxima aula de dança, que depois da corrida começa geralmente com aquecimento no chão, o meu corpo se grudar de tal forma ao pavimento que ameace não mais se mexer ando, desde segunda-feira, a afiançar que hei-de conduzir esta bela massa óssea até à sala das máquinas. Está bem que tenho dado umas braçadas na piscina, mas é coisa de pouco esforço e dei por mim a observar que já vamos em quinta-feira... Espera lá, Q-U-I-N-T-A-F-E-I-R-A e não me abeirei uma única vez do local prometido! Marquei, então, na agenda mental: 19 horas, sem mais desculpas.
Neste momento estou a formular planos para tornar mais fácil o momento. Nem é o esforço físico que me aborrece, que com esse posso bem e gosto, é a falta de distracção para a mente! Mal chego à sala das máquinas é tudo cinzento demais para mim. Bem que há lá um discman, mas já não disca nada... Bem que, em alternativa, há banda sonora proveniente da fauna exterior, mas pássaros ainda não falam... Portanto, acho que me vou fazer acompanhar por um livro. Mas, sendo provável que a leitura não se compadeça com a movimentação requerida, levo telemóveis presos artesanalmente no elástico dos calções, as usual, e estou convicta de que um ou outro meio me há-de salvar e vou ser feliz, mesmo que venha a não usar nenhum deles.











