sábado, 20 de outubro de 2012

O drama das fotos tipo passe

Ontem fui tirar fotos passe. Ao fim do dia, a uma sexta-feira, com o cabelo ligeiramente desgrenhado e a face demasiado rosada para a fotografia. Uma vez um homem no metro, que não estava bêbedo nem drogado, mas tinha idade para ser meu avô, a propósito deste meu tom rosado debateu comigo que eu era alemã de raça pura. Bom, voltando ao que interessa, levei a minha irmã, o que por um lado foi boa ideia, porque ela pediu ao fotógrafo para ir compor a rebeldia do meu cabelo - já eu estava enquadrada em pleno setting no meio de guarda-chuvas luminosos - e graças a este esforço dela ele ficou muito compostinho e nada selvático. Por outro lado, não foi boa ideia porque fotos passe exigem concentração e ter a mana à frente a abafar gargalhadas enquanto nos sentamos num banco de lado e somos instruídos para virar mais para o lado esquerdo a face e inclinar mais o queixo para cima não ajuda à concentração. Ao terceiro disparo já sentia o lábio superior a tremelicar involuntariamente. Para compôr a situação ordenava mentalmente "sorri com os olhos também! sorri com os olhos!", que isto quando a coisa sai forçada há uma coisa que me denuncia sempre: os olhos: terrivelmente expressivos e denunciadoramente sinceros sempre. E eu bem sabia que um sorriso de lábios, que já mal saía, com olhar melancólico era coisa para não sair bem no papel. Ora instruam-se:
Mas vai na volta e as fotos não estão más. Talvez tenham razão quando dizem que sou fotogénica. Antes de me deitar espalhei as 8 mini-eus em cima da cama. Noto diferenças relativamente às fotos anteriores do mesmo estilo. Estou com o cabelo mais curto, o que geralmente me faz parecer mais nova, mas há qualquer coisa de diferente nas minhas feições... Ontem uma das coordenadoras do meu local de trabalho deu-me 22 anos. É um autêntico facto digno de nota destacada. Ainda há dois anos era certinho que me dessem 16 anos. Agora situam-me apenas com 2 anos a menos. Pensar o quê? A genética continua a trabalhar bem para me dar um ar fresco e airoso à medida que a idade avança!

Mary Jane is reading you #3: Crónicas Rosa Cuequinha

Eu que sou pessoa de momentos diria que este é, sem dúvida, o meu blog do momento. É portanto talvez aquele que queria descrever melhor, mas pela mixórdia de sentimentos e paralelismos que evoca em mim (desde as 8 horas de sono que antes eram imprescindíveis, à crença no esforço seja em prol do que for até à fase em que os casais cutxi-cutxi me faziam comichão) é capaz de sair confuso. É um dos blogs a que nenhum post me escapa desde que sou digna follower (nem que leia a semana toda à sexta de enfiada!). Mais, atingi aquele estado em que os posts novos ou os que a seguir lhe sucederiam já não me chegavam e tive de ir bisbilhotar para trás - assim consultar tudo, desde o início, como se estivesse a acompanhar um romance de título não pomposo "Diário de Rosa Cueca". E não me acanho de dizer que já vou lançada em Setembro de 2009.

Com conhecimento de causa cabe-me pois documentar que começamos com uma Rosa Cueca mais jovem e a manifestar um espírito mais desassossegado, mas sempre com uma linguagem multicolorida. E disse espírito desassossegado não pela falta de sossego, mas talvez mais pela falta de arrebatamento de então. Mas tudo foi sempre pautado pela honestidade brutal que caracteriza aqueles que são os meus blogs de eleição: na Rosa Cueca não havia cá embaraço de escrever que está piegas como uma miúda de 4 anos ou de apelar ao povo todo que forneça uma elevação de astral.  Diria até que ela começou o blog numa  fase contrabalançada - fase chata, mas com descobertas, desencontrada e reencontrada. Havia pressa para uma relação mas ao mesmo tempo não havia. Havia momentos de atirar a toalha ao chão, mas tantos de não deixar de acreditar e de se pôr a caminho porque é na estrada que se chega a algum lado.

Hoje temos um blog diverso que abrange uma panóplia de temas e que me deixa sempre com um pensamento semelhante a este "mas que cérebro grandiosa nela habita, quem me dera produzir assim!". Mas mais do que tudo o blog dela deixa-me esperançada. E esse talvez seja o grande motivo para o abraçar com carinho e ler com sofreguidão! Numa perspectiva mais egocêntrica acredito que um dia eu também vou estar assim: feliz, hiper-pintosa, com um homem ao lado e uma criança nos braços e com a maquinaria mental mais refinada e sofisticada. Assim é Crónicas Rosa Cuequinha, um blog feminino escrito com um humor refinado e sofisticado que não está ao alcance de qualquer um. Um blog sem roteiro de "o que é que um blog deve ser". Um blog muito à frente. O Jedi Master Atomic uma vez escreveu que ela seria um Ronaldo no mundo dos blogs, mas um mistério enquanto mulher. Eu cá acho que ele se acanhou e só não disse que ela é um Ronaldo enquanto mulher, primeiro porque a coisa soava um bocado estranha, e segundo, porque ela já tem homem - que podia vir de músculo em feição para proteger a honra da família (sim que também já há um piqueno!).

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Coça-me as costas ou música do momento #19

Porque é sexta-feira e dia de desligar a tomada e de me levantar de forma disparada e inconsciente da preguiça do sofá quando ouço uma batida que me inspire para dançar e fazer com que o vidro da porta para a varanda sirva de espelho e dali a nada aperceber-me que não corri a cortina da janela XL e recolher para a esquerda rapidamente, mas continuar a sorrir descontraídamente.


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A ti que um dia sei que vais estar na minha vida ou música do momento #18

Quero que me dês a mão. Quero que me vás buscar para almoçar porque te apeteceu. Quero ir a Cuba e dançar todas as noites - ou pelo menos até que a minha ideia da noite cubana dos filmes se desfaça. Quero ter pequenos almoços na cama. Quero ter momentos em que me apetece bater-te. Quero ter momentos em que não me apetece terminar um abraço. Quero fazer planos para o futuro e quero escrever em papel improvisado no momento - papel de cozinha, um lenço de papel, sei lá - listas de nomes para crianças. Quero saltar em histeria infantil quando nos separarmos depois do primeiro beijo. Quero casar, com um vestido de noiva a sério e quero que o casamento fale de nós e de toda a nossa história - esse será o tema, se não me fizeres mudar de ideias. Quero dormir abraçada a ti apesar de ser a pessoa mais individualista que conheço no sono. Quero que me dês um beijo suave... Que suave? Quero um beijo daqueles que arrancam a alma e que deixam uma pessoa sem saber bem se respira ou se já deambula noutra dimensão. Quero um beijo daqueles que pedem corpo e o corpo cabe todo lá dentro. Quero mais que o beijo. Quero ficar marcada na tua pele. Quero que me pegues ao colo sem eu contar e que me vires ao contrário. Quero dormir com muitos cobertores na cama mesmo que esteja muito calor. Quero mexer-te no cabelo enquanto conduzes. Quero que perdoes as minhas birras, mas que não as toleres. Quero discutir e fazer pazes. Quero bloquear-te o acesso para a saída de casa porque te quero... e quero e quero!

Não quero que me faças feliz. Quero continuar a ser feliz contigo. E se nada disto fizer sentido quando te encontrar, não faz mal, é porque tu farás muito mais.

E agora um tune extremamente adolescente, mas sweet as hell:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ser feliz não é estar feliz e divagações associadas

Na maior parte das vezes quando me perguntam se sou feliz, eu respondo que sim. E se calhar hoje respondo mais convictamente que sim do que em alturas em que me pensei mais inteira e completa. O que mudou? Talvez o facto de ter começado a encarar a felicidade como um trabalho. Não acredito em grandes bafejos de sorte, se bem que às vezes talvez os tenha, mas vou acreditando, embora hoje comece a ser cada vez mais difícil, em bafejos de mérito. E se calhar ser feliz também é uma coisa que, mais do que cair dos céus, se tem de merecer... porque ser feliz é algo que basicamente pode ser "treinado". E podendo ser treinado significa também que comecei a encarar este "ser feliz" como uma atitude perante a vida. 

Ser feliz não é estar feliz - não são aqueles momentos maravilhosos de gargalhada espontânea - mas talvez ser, de uma forma mais constante, seja mais importante do que estes momentos maravilhosos em que se está. Claro que todas estas teorias são facilmente rebatidas por alguém que esteja a passar por uma maré gigante de azar, mas mesmo nas alturas em que me senti sem saída eu não deixei de trabalhar pela felicidade e acho que é o contrário que define quem deixa de ser feliz, a desistência, a assumpção de uma impotência total. A desistência é a desesperança. E aprendi que a esperança é das coisas mais importantes que podemos ter. Aliás, uma vez até li que o suicídio é uma doença de esperança. E a verdade é que enquanto esperamos alguma coisa fazemos, não desistimos. E é assim que eu tenho acordado: com esperança. Sei que hoje não tenho tudo o que quero (ou o que acho que quero - pode ser diferente), mas acredito que um dia terei. Assim, faço por ser feliz todos os dias. Para não cobrar a minha felicidade a ninguém, para não "responsabilizar" a minha felicidade a ninguém. Se alguém ma der estou grata, mas ninguém ma deve. É um dever meu. Por isso esforço-me por ser feliz todos os dias: luto pela felicidade, persigo a felicidade, insisto na felicidade. E dou-me ao direito de estar triste às vezes, porque se não estivesse triste às vezes, não saberia que sou feliz no resto do tempo.


icanread.tumblr.com
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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Detesto que se colem à minha traseira!

Detesto quando começo a ver pelo retrovisor carros que se vão aproximando de mansinho e que não se mantêm à distância desejada. Falam de mulheres a conduzir, mas eu não me enfio na traseira de ninguém e ainda nenhuma senhora se colou a mim! Portanto, senhores, deslarguem! Sinto-me pressionada... É quase o mesmo que buzinar! Distância de segurança, vem no código, right?

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Requisição de especime identificado


Eu, Mary Jane Mundo Cá Dentro, venho por esta via solicitar a entrega imediata de um Channing Tatum na minha residência tal e qual se apresenta nesta foto. Está bem que o tipo não é o giro daquele lindinho com cara de puppy dog que me costuma apaixonar, mas por outro lado é a personificação do action man! O eterno namorado das minhas barbies porque o Ken, como já disse neste estabelecimento, era demasiado gaiteiro e cor-de-rosa. Assim, é favor que a entrega se faça de imediato para fins não nomeáveis porque este blog é lido por menores. Garante-se que o produto ficará não intacto, mas inteiro. Não se garante devolução, mas farei o melhor esforço.

Grata pela atenção.

domingo, 14 de outubro de 2012

"Vidrinho" - o estado de todas as mulheres sometimes

"Vidrinho" é um adjectivo masculino popular que descreve um estado emocional caracterizado pela labilidade do auto-controlo e por uma propensão facilitadora à "quebra" mediante a confrontação com qualquer estímulo aversivo ou percebido enquanto tal. A capacidade de resiliência está substancialmente reduzida sendo que a probabilidade de uma pessoa estalar, partir ou ceder à escalada emocional, por menor que seja o valor do estímulo noutras circunstâncias, é forte. Cabe acrescentar que em indivíduos do sexo feminino é particularmente frequente numa altura do mês, if you know what I mean.


Recomendações terapêuticas: quando diagnosticado requer dose extra de paciência, sendo igualmente premente proporcionar distracção capaz de criar espaço mental e reduzir a tendência exacerbada para ver o dark side of life. Todas as outras recomendações devem ser particularizadas segundo o interesse de cada um dos visados (e.g., chocolate, filme a dois, muito mimo e pouca palavra, sono antecipado, ...).

sábado, 13 de outubro de 2012

Sexta-feira e sexo sem compromisso

O filme, light como se quer. É só para dizer, e digo isto não tendo a certeza da validade do que vou dizer porque já vi o outro filme há algum tempo, que para quem gostou do Friends with Benefits, este No Strings Attached parecendo mais do mesmo é melhor do que o outro. Não é excelente, mas é bonzinho, é a garantia de um serão bem passado. Tem a Natalie Portman que passei um longo período a confundir com a Keira Knightley, as duas giras que dói para mim, mas muito competentes no que fazem - neste caso acho que a Natalie conseguiu valorizar uma personagem que se não tivesse o toque e a pinta dela poderia ser muito vazia - e tem o Ashton Kutcher, que apesar de não me cair no goto nem por nada e de me parecer sempre um patego a quem acabaram de tirar a fralda e daí, portanto, nunca ter percebido muito bem o que deu na cabeça à Demi Moore para casar com ele, tem o ar de bobo alegre e querido necessário para o papel. 

Ao contrário do que já tinha lido por aí, não acho que seja a história de uma "má menina", mas de uma menina que não tinha encontrado uma pessoa até então que fizesse valer a pena "estar numa relação". Arrastar namorados, só porque se pode, não é para mim necessariamente ser boa menina. Preferível a postura dela - sem compromissos assumidamente desde o início se não está preparada para tal. De resto, em termos de conteúdo o filme não tem grande coisa. Vale por ser simplesmente assim, leve e engraçado, pela química entre os dois actores, pela criatividade de quem escreveu as surpresas do tipo que faz com que, subitamente, qualquer mulher que veja este filme queira ter um ramo de cenouras ou um CD para o período menstrual.

Piqueno alerta:

Se estiverem solteiras é bem provável que passem grande parte do filme com este pensamento em mente, mas assim de forma igualmente ligeira e sem stresses!

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Do medo que se foi encolhendo esta semana

Se na segunda-feira viram uma pessoa ruborizada a sair do carro depois de uns 5 minutos a fazer manobras para endireitar o mesmo no estacionamento - assim uma coisa que qualquer outro espécime humano executava em 2 segundos - era eu. Era eu com todo o espaço do mundo mas a esforçar-me para o carro não ficar a meio metro do passeio. Fiz as primeiras grandes viagens (30km para cada lado), de carro, sozinha, esta semana. Passando por estrada normal, auto-estrada, tudo! Não tive sensações de pernas a tremer ou braços a tremer como alguns descrevem, mas a tensão caía toda num sítio - na cara. Digamos que era uma tensão estimulante: mantive-me tensa, de focada, mas descontraída... Já nos exames era assim. Até podia estar no cúmulo do nervosismo antes, mas a partir do momento em que entrava em acção, recebia o exame e pegava na caneta, sabia bem o que tinha a fazer. E era ver-me engolir relaxada durante o exame o iogurte líquido que não tinha conseguido beber de manhã enquanto olhava para as perguntas e achava que mesmo não sabendo totalmente a resposta era bem capaz de dar a volta.

E na primeira semana intensiva de condução tive um belo prato: a loucura do trânsito em zona escolar com pais a pegar nas crianças, e a parar e a arrancar e a meter-se como calha; uma buzinadela quando me preparei para ultrapassar sem reparar que o carro atrás de mim fazia o mesmo; carros a formar fila atrás de mim porque ainda sou criatura hiper-regrada e não me armo em racer se acabei de passar por uma placa que impunha como limite de velocidade os 60km/h; pisar uns quantos buracos na estrada porque, é pá!, não dá para estar atento a tudo e isto de conduzir e ser unitarefa é muito complexo. Enfim, todo um conjunto de circunstâncias que contadas me faziam tremer "Não, não sei se consigo", mas depois de lá se estar uma pessoa resolve-se. É assim que cresço todos os dias a tornar o medo mais pequenino, mas com o olho muito aberto - para não fazer asneiras como algumas que bem sei que já fiz esta semana.


P.S. --» Nos primeiros 2 dias nem rádio liguei para estar atenta a todos os eventuais ruídos que o carro pudesse produzir. Topem o nível de azelhice em que estaria.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Paixão à primeira escuta e vista ou música do momento #17

Porque há músicas que descobrimos no dia certo e videoclips tão bem realizados quanto filmes - eles próprios contam uma história e não estão ali só para entreter - este vale a pena ver.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Porque eu insisto que o amor é para durar para sempre

Já não escrevo hoje com a mesma fúria com que li este artigo, com uma ânsia insuperável de provar que tudo é mentira, que o amor para sempre, ao contrário do que escreveu a Margarida Rebelo Pinto numa das suas crónicas, existe para além da Julieta e Romeu e dos filmes. Apesar de ninguém, até hoje, me ter provado que dura para sempre. Vi muitas pessoas importantes ir embora quando não contava que fossem. Eu própria já fui embora e desiludi outras pessoas, eu sei. Mas só o facto de ter vivido estas perdas e continuar a acreditar quer dizer alguma coisa, penso.

Acredito no amor para sempre como algo que é mais do que simplesmente "aguentar", mas que também o é."As histórias de amor que duram são aquelas em que ambas as partes têm suficiente resistência e espírito de missão para aguentar."Aguentar que ele naquela semana não esteja tão atento e carinhoso porque sei que na próxima vai estar; aguentar que quando estou doente fique absolutamente insuportável e a achar que não há ninguém na terra que sofra tanto como eu; aguentar a sensação de não me sentir todos os dias profundamente apaixonada. Por algum motivo tenho um título rascunhado a dizer "Mais do que as qualidades contam os defeitos". Em tudo há frustrações, há desilusões, há coisas que correm menos bem, mas se o que corre melhor for mais forte e especialmente se a vontade das duas pessoas ficarem juntas for mais forte, não se trata do aguentar dramático de que a Margarida falava, trata-se de relevar. E, como ela tão bem acaba por escrever "Do encantamento à decepção há um terceiro caminho que nem todos conseguem percepcionar, o caminho da aceitação.". Claro que há coisas que não se conseguem aceitar porque o outro nunca muda ou como a MRP escreveu só muda com a mulher seguinte. Certamente eu própria hei-de mudar com o homem seguinte. Corrigir erros que só quando a última relação acabou percebi que eram erros. E claro que uma relação dá muito trabalho e acho que é esse o problema. Não temos tolerância nenhuma à frustração porque crescemos na abundância, na satisfação de vontades e caprichos. A sociedade que conheço, mesmo em tempos de crise, é hedonista, é pelo prazer imediato - queremos e temos o que nos sabe bem; quando cansa, quando farta é passar para o próximo. 

Não significa que as relações não acabem, que algumas acabam e pronto sem que tenha acabado o mundo, mas eu cá acredito que lá por não ter dado certo uma vez mesmo sabendo eu isto tudo, haverá certamente mais e que não tem que terminar tudo num "amor cansado, moribundo, desfeito, esmagado".

Acredito na minha capacidade para aguentar, para cuidar, para ficar, para gostar, para sentir, para acolher, para ser fiel, para querer ser cada dia mais e sei que uma frase destas I'm just a girl standing in front of a boy asking him to love her não acontece só nos filmes. Dizia a Margarida que no filme ele correu atrás dela e que na vida real ele teria encolhido os ombros e seguido para a miúda seguinte. Tudo bem. Eu já tive quem corresse atrás e quem depois me encolhesse os ombros, portanto quando na vida real se vai para a miúda seguinte essa até pode ser a certa. E com a certa talvez se volte a correr...