terça-feira, 17 de setembro de 2013

I was really going to be something...


Dizem que isto é do filme Reality Bites (1994). Eu digo que este é dos sentimentos mais lixados que de vez em quando se assomam de mim. Quer dizer, tenho 25 anos e estou neste momento a viver ao estilo dos 15 anos? Frustra-me às vezes. Frustra-me sobretudo que me faça acompanhar de uma versão velhaca, fracota e débil de mim mesma nos últimos tempos. Mas, a verdade, é que à parte esta versão pesada e chata e reles de mim mesma, que me enerva e nem me apetece contar, empurrei-me para a frente hoje mais do que eu própria quis ir. Isto de ter um coach, em certos casos, resulta mesmo. Ou pelo menos, resulta sempre comigo o facto de não querer desiludir ninguém - se eu não fizesse, o coach ia ficar desiludido. E lá fui eu, com um nózinho no pescoço a dizer-me "Não estou nada in the mood" e outro maior a impedir-me de voltar atrás e a dizer-me "Tem de ser".

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Querido belógue... (XLV)

... arranjei um coach - que não o é, mas em brincadeira assim o designamos - mau comó caraças, que não está para brincadeiras e que revolucionou a minha habitual gestão de tempo. A minha gestão prolongada do tempo defendo eu que serve para fazer coisas de forma meticulosa, magnífica e detalhada. Já ele, enquanto eu sumarizo as tarefas que tenho para fazer, ri malevolamente do tempo que eu digo que preciso para as concretizar e enche-me a agenda para amanhã de coisas que eu distribuiria numa semana.

A verdade é que estou neste momento num dos mais profundos buracos onde já me vi, portanto vou deixar-me levar e ver no que isto dá.

domingo, 15 de setembro de 2013

Lisboa está a dar cabo de mim

Era uma cidade que associava só a coisas boas, mas agora graças a umas coisas que resultaram ao contrário, e que nada têm a ver com a cidade, mas calharam na cidade, estou a ficar completamente virada do avesso. Diz, quem escuta os meus desabafos, que não me reconhece. Estou um caos, portanto, mas daqui a nada tenho de me definir que isto de acordar com os olhos enterrados não é coisa para mim.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Impressões no autobus

Parece um abión. De olhos abertos luzinhas azuis a iluminar o tecto do autocarro e o red light district no chão. Tentei uma foto documental, mas sem flash fica um nojo, avec elimina os efeitos especiais. Se fechar os olhos continuo a achar que estou num abión. Em dias de turbulência. Na parte da descolagem.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Here comes the sun, little darling

O entusiasmo às vezes também me dá para o nervoso miudinho. E à beirinha de formações com nomes semelhantes a outras que já fiz lança-se ferozmente a enxurrada de perguntas existenció-inquietantes:

Vai valer a pena?

Vai ser mais do mesmo?

Para que é que vou para tão longe?

O que quero eu?

Porque é que ando a navegar em vez de me agarrar ao seguro?

Mas depois chego aqui e o youtube a reproduzir os favoritos atira-me com um suave "Here comes the sun little darling..." e troco as dúvidas por um quentinho aconchegante no coração.


Empreendimento concluído

Ora, tirando uma quinta página que brutou sem pedido e sem autorização e que não consigo, por nada, fazer sumir, e uma foto em falta, que não considero assim tão necessária mas dizem que tem de ser, o meu currículo está novo e lindinho e pronto a que lhe sejam apertadas as bochechas. 

Amanhã parto para a capital sem data definida para regresso ao norte, mas estou a torcer os dedos todos  (subtilmente, claro) para que a estadia se prolongue pelo menos até fim de Setembro, torçam comigo!

domingo, 8 de setembro de 2013

Não sou digna do meu verdadeiro nome se...

... hoje não atualizo o raio do meu currículo para o novo modelo do europass.

sábado, 7 de setembro de 2013

Feneceu em mim a ideia de uma casa com vista para o mar

Acho que a casa com vista para o mar fará parte dos sonhos de 70% da população mundial. Eu estou dentro da estatística que eu própria inventei, ou estava. Ontem, depois de uma noite que terminou de manhã, fui dormitar a um apartamento não com vista para o mar, mas ali à beirinha do mar. Cheirava a velho e a humidade, a casa que não era aberta há uns 300 anos. A minha irmã disse que era por ser perto do mar e que eu não imaginava como era a porta de entrada anterior - pelos vistos a atual é nova -  toda corroída. A forma como a casa estava decorada não ajudava, a mobília era mobília robusta e boa, mas de há 300 anos. De um roupeiro surgiam chapeús para os quais eu não olhei fixamente na descoberta de mais detalhes, mas posso jurar que deviam adornar bonecas de porcelana, bonecas daquelas que em filmes de terror despertam durante a noite com olhos muito esbugalhados e mais pálidas do que nunca. Depois dormi numa cama tão alta que posso jurar que constituiu um teste para ver se eu sou uma princesa. Bad news: não senti a ervilha, acho que o meu sangue azul tarda em revelar-se. 

Apesar do cenário, a verdade é que, culpa do cansaço ou não, até dormi benzinho. E lembrei-me doutras casas perto do mar que já habitei e que não cheiravam a velho. Se calhar afinal não. Afinal ainda não foi desta que o sonho popular e banal adormeceu. Continuo dentro da estatística.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Tenho sempre a sensação...

... que as alturas da minha vida em que tenho menos para fazer (ou pelo menos em que não tenho um horário que me impõe fazê-las) são aquelas em que mais me canso e  em que faço poucas das várias coisas que até tenho para fazer ou simplesmente que podia fazer. Bem se diz que o ser humano é um bicho de hábitos. Estivesse a fazer muito e estava perfeitamente (vá, não exageremos) concentrada a esta hora e não prestes a adormecer em cima do teclado!

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A minha biografia

Escrever a minha biografia foi bem mais difícil do que estava a pensar. Apesar de gostar de falar de mim, dos meus pensamentos, das minhas sensações, dos meus gostos e dos meus desgostos, confesso que termino com a sensação de que não gostei de condensar a minha vida num molhinho breve de páginas. Foi confrontar-me frequentamente com uma sensação de wowwww, já fiz tanta coisa espetacular, como com uma sensação de bahhh, aos 25 só isto?

Depois acabou por ser uma experiência de reflexão. Dei esta biografia a ler a algumas pessoas, e uma das semi-críticas que mais deixou ruído em mim - e que baniu temporariamente todos os elogios - foi o M. ter dito que a biografia estava muito adornada, mas que era o meu estilo e que o pessoal das artes gostava desta criatividade. 

Eu entrei em processo ruminatório.... Se calhar devia ser mais factual... Fazer tópicos, como o M. que a caraterizou de "adornada" referiu que, ao estilo dele, faria. Se calhar o adornado, que eu acho giro, é só boooring, entediante, piroso, pouco prático. Se calhar vivo numa relação intíma com fairy tales e por isso é que não vou further... Por falta de pensamento pragmático. Se calhar, se calhar, se calhar... Enfim,  poderia continuar numa sequência deste estilo de pensamentos. Pensamentos que nascem num segundo e que devemos assassinar logo após o seu período de reflexão útil para não nos ficarem a "adornar" a vida de forma desnecessária.

O que importa é que escrevi esta biografia para ser selecionada para uma coisa - não um trabalho, mas uma formação. É uma formação algo específica portanto não estou muito segura da minha entrada, mas queria muito. Muito, muito. Agora é só esperar.

Então e gelados?

O segundo melhor deste verão.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Eis que ela cede ao encantamento...

Depois de uma fase inicial de resistência robusta ao mesmo, ou melhor, de serena indiferença mesmo depois de instalado no bicho-móbile, 2 dias após a minha inauguração enquanto utilizadora, estou agora numa fase de total deslumbramento com o Instagram! Céus, no que eu me meto...