segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sónia Tavares - a surpresa melada

As pessoas ao longe até podem ser bem diferentes do que são ao perto, mas se há coisa que aprecio mais neste X-factor, em oposição ao Ídolos, apesar de embirrar um pouco com a divisão proposta por grupos, é da dimensão mais humana que os jurados parecem ter.

No início do programa achei que aquilo ia escorregar brutalmente por não terem jurados carismáticos, mas agora estou num estado de paixão pela Sónia Tavares. Não acho que nenhum dos membros do júri teça comentários tecnicamente apurados. Muitas vezes encontro as opiniões deles até muito vazias, mas o coração melado com que a mulher tem estado nos programas, sendo esta a atitude mais profissional ou não - porque na verdade muitas vezes o coração parece falar mais alto do que a razão - faz disparar os meus sentimentos de identificação. Há-de chegar um dia em que provavelmente vou achar pieguisse a mais. Por agora acho-a só um amor, uma querida, e um ser humano como deve ser. E de cada vez que ela está prestes a pôr a alma fora na dificuldade de cada decisão, uma parte de mim fica perto dela.

domingo, 10 de novembro de 2013

X-factoring III

Caro Zé Freitas, a prestação até está bem, mas aqueles tiques de microfone. . . Preciso de anulá-los para continuar a disfrutar.

Expectations versus reality

Expectativas - Vai ser uma grande noite. Só lá para as 4 é que estou em casa.

Realidade - À 1 da manhã estou em casa a assistir à noite dos outros via instagram.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Sem saberes fazes de mim maior


Às vezes quando olho às estatísticas do meu blog fico um bocado parva. Mesmo admitindo que uma boa parte das pessoas chegam por engano e outra parte abre e fecha o blog é giro pensar como ficariam todos acumulados numa salinha. Como seria se em vez de me lerem todos estivessem a olhar para mim aqui na sala de minha casa. Como seriam? Que dimensão fariam? Cabiam todos ou é preciso imaginar-vos num auditório?

Se, como diz o poeta, eu sou do tamanho do que vejo, ver estes números já faz de mim grandinha. Mas são só números. A verdade é que descubro-me maior do que penso quando depois de um post uma das palavras que leio é um "obrigado/a". Um obrigada que sei sincero pelas palavras que o acompanham. Descubro-me maior do que penso quando os que estão aí escondidos me escrevem um comentário que revela que por trás do anonimato há todo um conhecimento de mim. Quando mostram que sabem que são mais novos que eu. Quando falam de hábitos meus. Quando mencionam algo que já aqui escrevi.

Já lá vai um tempo de blog e, confesso, já vivi tempos mais apaixonada. Mas se me mantenho por aqui também é muito pelos que sinto que me escutam. Esta sou eu. Não sou eu sempre. Mas é o que eu sou às vezes - em momentos que ficam encapsulados naquele espaço de tempo próprio em que existiram. E, acreditem, tem vezes que me conhecem aqui como mais ninguém me descobriu. Obrigada. Sinceramente.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Mary Jane e a primeira série engolida da primeira à última temporada

Sex and the City está oficialmente terminado depois de uma série de episódios com a glândula lacrimal em trabalho intensivo. Uma parte de mim esteve descrente ao longo de todo o processo, por isso era com um entusiasmo adolescente que punha sempre a carregar o próximo episódio (geralmente selecionava até um episódio anterior, que já tinha visto, antes do certo descrente do avanço com que estava).

Tenho a certeza que não é a série mais fenomenal de sempre para ver, já vi episódios de séries bem melhores, mas esta foi a primeira que levei até ao fim. Ainda não sei explicar bem isto, mas não consigo evitar refletir que se traduz numa série de outras situações da minha vida. Porque é que opto às vezes pelo médio, que conheço e consigo prever relativamente bem, em vez de me deixar levar / cativar pelo extraordinário, capaz de abanar comigo? Talvez na vida se queira tudo na dose certa. Uma dose tranquila, branda que não afete o geral fluir dos acontecimentos e que permita à máquina humana prosseguir sem grandes necessidades de adaptação é mais segura. Lá se diz que, por exemplo, o estado de paixão não pode durar para sempre, e tem forçosamente de se transformar numa forma mais branda a que se convencionou chamar "amor" ou então viveríamos alheados, improdutivos e incapazes de nos focalizarmos em coisas mundialmente relevantes. 

E pronto acabei de realizar um exercício Carrie-ológico, que é precisamente das melhores coisas que retirei desta série. Em parte já existia em mim, esta mania de pensar as pessoas e relações a partir de pequenos estímulos, mas a verdade é que Sex and th City foi, em tantos momentos, uma âncora ao meu processo reflexivo sobre coisas aparentemente relevantes, mas que são apenas momentos de puro deleite existencial (quem sou eu? o que estou aqui a fazer? o que é que quero para mim?).

Alguma sugestão para próxima série??

Uma das desvantagens de seguir fashion bloggers no instagram

É, sem dúvida, o facto de veres fotos de pequeno-almoço de hotel em base diária que se tornam ainda mais agressivas quando tu ainda não tomaste o teu verdadeiramente pequeno e reles pequeno-almoço. Uma parte de ti promete fazer-se uma fashion blogger em menos de 15 dias. Uma parte ainda maior acha que não nasceste para esse ofício que continuas a julgar (tu, Mary Jane, que não te achas julgadora!) como ridículo. Quer dizer, fazer um post ocasional "Olha que linda que eu estou" ainda vai. Fazer disso base diária é complicado. Além disso, lembras-te que estes grandes-almoços disfarçados de pequeno-almoço provêm de bloggers espanholas, portanto se queres tantas regalias antes de mais tinhas de mudar para Espanha.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Já vos falei do Gravity?

E disse que fui ver o filme numa sala, onde não fossem ter entrado duas pessoas com o filme prestes a começar, podia ter-me despido e tudo?

E que passei o filme todo a tentar encontrar uma justificação para o filme ter 8.6 no IMBD recostada na cadeira imune a entusiasmo?

E que quando acabou pensei que estava a meio?

E que não vi o filme em 3D e que portanto, em caso de dúvida, é melhor irem ver em 3D porque já acho que pode ser mesmo isso que faz toda a diferença (e que isto sou eu a continuar a tentar justificações para o filme ter descido apenas para uma pontuação de 8.5)?

E que talvez levar a expectativa dos 8.5 seja a pior forma de ir ver este filme? Pois, se ainda não o foram ver não estou a estragar nada. Não vão. O Don Jon, por exemplo é melhor. Alguma dúvida é consultar as pontuações na Movie List.


terça-feira, 5 de novembro de 2013

Crazyness hits you again

Sabes que esta coisa do desemprego, quando volta a assomar-se de ti, agora que grande parte das coisas pontuais que te foram dando rendimento e sobretudo ocupação desaparecem e são poucas as que ficam, volta a mexer com a tua estabilidade quando dás por ti a fazer pesquisas no google ao melhor estilo "coisas para fazer quando se está desempregado". Mas em inglês que é mais fino, vá. Até tens coisas para fazer, continuando mestre nessa habilidade de arranjar sempre algo que fazer, mas quem sabe se nesta lista não vem uma luz descida dos céus com algo que não pensaste ainda e que te poderá conduzir, num futuro próximo, a dar beijinhos a um cheque chorudo ao fim do mês.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Eles, elas e os planos de programas

Ontem, assim na loucura, e quando me preparava para lançar uma enxurrada de motivos para não sair de casa - a roupa de inverno que ainda tenho para arrumar, a tralhinha que tenho espalhada um pouco por toda a casa e que deve voltar aos sítios, os 3 e-mails que tenho de mandar, os planeamentos de trabalho, etc, etc, etc - decidi calar esses motivos e alinhar num programa marcado na hora. E teve um saborzinho a liberdade tão bom...

No fim do dia, e perante a minha insistência de que se marcassem programas diversicados com tempo para uma pessoa se poder organizar porque e tal, agenda, já tenho coisas até ao fim do ano - que drama! - é mais fácil alinhar e ir sabendo das coisas com antecedência, eles explicaram-me que gajo que é gajo não pode planear com muita antecedência.

Os gajos apetece-lhes fazer qualquer coisa e vão. É assim, pensa-se e faz-se. Se têm alguma coisa marcada com muita antecedência perdem a vontade.

Isto fez-me pensar que ter namorido talvez seja bem mais seguro e interessante do que ter marido. Sabe-se lá se com a relação institucionalizada na agenda a coisa não perde em intensidade, espontaneidade e piada...


domingo, 3 de novembro de 2013

Seu inconveniente!

Estava eu acompanhada por um indivíduo de discurso suave, sorriso suave, fato suave (o fato era numa espécie de veludo azul forte que por incrível que pareça não lhe ficava piroso) a escolher o que iria jantar (seguindo-se certamente um final feliz) quando:

Bzzzzz, bzzzzzz...

O despertador interrompeu toda a cena.

sábado, 2 de novembro de 2013

Queria poder gritar-te "Não te esqueças de mim"

Há dias lia "saber que se caiu no esquecimento de alguém deve ser das coisas mais tristes que podemos experimentar e sentir. A irrelevância perante a memória do outro, a noção de que não marcámos, que nada mudámos. É como se não tivéssemos existido.". Talvez isto me seja especialmente caro porque sou uma pessoa achacada a memórias. E nessas tu tens um lugar incontestável, como tão bem diz a canção "'till I find somebody new.". E encontrar não é encontrar de dar de caras, é eventualmente encontrar de me perder no outro. Por um lado assusta-me que ninguém novo tenha substituído as memórias que tenho de ti, as memórias que tenho de nós (e é de substituir que se trata?!). Às vezes digo injustamente que é porque ninguém lhes chegou aos calcanhares. Mas a verdade é que mais do que uma pessoa chegou. Mais do que uma pessoa caminhou para construir memórias tão épicas como aquelas que tive contigo. Mais do que uma pessoa mostrou a esta sortuda que os filmes e os livros não são exagerados e o amor acontece mesmo na vida real com todo o colorido que lhe vemos nos filmes.  E eu achei que também estava a sentir esse "amor", envolvi-me nesse "amor" até ter uma necessidade súbita de pôr uma rolha nesse amor que já me parecia amor a mais. Mas talvez não estivesse preparada para matar as tuas memórias. Para aceitar que um outro alguém pudesse ficar tão guardado como tu ficaste. Como podia ousar deixar alguém chegar onde tu chegaste?

Deve estar no meu ADN. Fui apaixonada pelo meu namorado platónico da escola primária durante 7 anos. E ainda há uns tempos, quando o revi, juro que senti um ligeiro fogo de artificio quando ele encostou a cabeça à minha e um orgulho gigante quando na despedida ele reforça "Foi mesmo muito prazer". Tinha tudo para ter dado certo, mas agora não me identifico com a via e vida esotérica que ele seguiu. E a verdade é que o lado que não me assusta tem precisamente a ver com isto, sei que sou apaixonada por memórias e não pela pessoa que agora és, que nem sei quem é... Parece complicado, mas não é. Não estou apaixonada por ti, não te quero à minha porta, mas pesam-me as tuas memórias. Parece complicado, e se calhar até é. Se calhar não podes existir para sempre onde estás agora. Se calhar preciso de entrar numa cápsula que sugue o peso que estas memórias têm em mim, so I can move on... Para que eu possa seguir sem medo que outras memórias façam esquecer as tuas. Para que eu possa seguir sem medo que eu tenha sido uma passagem longa, mas insignificante.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

A minha maior mentira de sempre

Quando as pessoas me dizem "Há uma hipótese, mas não digas a ninguém, nem fiques com expectativas que não é nada certo.", eu digo a maior mentira de sempre que cabe numa expressão tão mínima como "Está bem!". Está bem, não digo nada a ninguém. Não está bem em relação à expectativa.

E claro. Quanto mais me digo para não pensar no assunto mais penso. O melhor é manter-me ocupada, pois se mesmo na atividade está complicado silenciar esta vozinha que não se cala dentro de mim, expectante por notícias, no silêncio o assunto absorve-me completamente. Estou em desregulação absoluta e fico até com medo de falar do assunto, seja a quem for, com a ideia maníaca, de que se falo, não se concretiza. O próprio facto de estar a escrever aqui força-me a ver dirigido a mim um enorme dedo de culpa!