domingo, 8 de dezembro de 2013
X-factoring XII
Se os X4U são paixão platónica, os Aurora são amor de adolescência. Gosto tanto daquele qualquer coisa de poéticó-boémio que há ali.
X-factoring XI
Se fosse homem a minha paixão platônica chamava-se Rita! Que versão, que carisma, que originalidade, que delicia. . . (e que bom ver músicos a acompanhar já agora)
X-factoring X
Compreendo as adolescentes. Se eu fosse uma adolescente era capaz de desenvolver uma paixão platónica pelos X4U.
sábado, 7 de dezembro de 2013
A menarca - prelúdio
Aproxima-se pois o relato de um dos momentos mais emocionantes da vida de toda a rapariguinha e um tema que preenche certamente as ânsias de todos os bloggers que desejam uma leitura empolgante de fim-de-semana. Refiro-me concretamente ao primeiro momento em que uma donzela dá por si a esvair-se em sangue. O sangue que provavelmente terá maior importância na sua vida - há a fase em que aparecendo é sinal de saúde (sinal de alívio nalguns momentos até!) e outras fases existirão em que o seu aparecimento numa altura em que se planeia gerar vida será angustiante.
No que a esta matéria diz respeito nunca tive pressa. Os rapazes da turma, ali pelo 5º ou 6º ano, começavam a ter muita curiosidade, quase mais do que nós, acho. Alguns entretinham-se a tentar adivinhar quem já tinha o período com base no maior ou menor desenvolvimento físico evidente (e a análise chegava a ser tão apurada que não observavam apenas o desenvolvimento mamário, mas também observavam o surgimento de pêlos nas axilas).
Ali algures na minha adolescência inicial eu achava que sabia tudo e que precisava de saber: um dia aparece-me o período que é aquilo de aparecer sangue nas cuecas, põe-se um penso e pronto. Ponto final. Era tudo o que eu sabia e tudo o que achava que era preciso saber. A minha mãe gostava de me dar explicações detalhadas. De tudo. Sem pedido da minha parte. Mas eu, na altura, queria muito pouco saber. E principalmente a minha mãe ainda não tinha percebido que, mesmo eventualmente querendo saber, ela era a última pessoa a partir de quem gostaria de saber, não obstante toda a sua boa vontade. Toda a sua boa vontade e disponibilidade que até faziam com que fosse uma das confidentes predilectas de tanta gente da minha faixa etária. Por outro lado, se calhar ela sabia bem que não era a partir dela que eu queria saber, e por isso ia largando livrinhos instrutivos em lugares estratégicos que eu me questionaria o que estavam ali a fazer, mas, já que ali estavam, punha o olho. Acontece que pouco mais aprendia ou descobria nestes livros do que desenhos anatómicos...
(to be continued... se pra lá estiver virada!)
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Levanta-te e vive
Your life is your life. Assim começa The Laughing Heart do Charles Bukowski. E eu diria que é precisamente aqui que a vida se torna simultaneamente fascinante e complicada. As decisões deixaram de se basear num plano de estudos, que parece condicionar todo o nosso futuro, mas que não o faz; numa escolha entre sair ou estudar, que parece limitar o nosso futuro, mas limita apenas o presente; na opção de gastar toda a mesada ou poupar, que parece determinar o futuro a curto prazo, mas encaminha-nos numa lógica orçamental para a vida. Há fases em que a nossa vida parece a nossa vida: porque somos originais e distintos em cada momento, mas ainda não é. É uma vida orientada, ainda.
Quando a nossa vida é a nossa vida é outra coisa. Não há guiões, não há roteiros, não há escolhas previstas com timmings previstos - é agora e as opções são estas. Às vezes não se sabe se é agora ou se é amanhã; nem parecem muito claras todas as opções. Quando decisões começam a fazer a nossa vida de verdade é mais complicado... Complicado de calcular, de gerir, de fazer acontecer... Quero completar o puzzle, quero uma vida que sinto que está aí prestes a estoirar, mas não quero, nem posso, vender-me de graça.
Dizer a tua vida é a tua vida parece óbvio e estúpido, mas é fortíssimo: é dizer, desenrasca-te, estás por tua conta. Às vezes assusta. Mas há que bater o medo também na vida às vezes, right, Di? Por mim, o poema de Bukowski, que é por inteiro belíssimo, podia acabar logo ali na primeira frase.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Pequenas notas de desenvolvimento pessoal
Eis alguns momentos em que eu me sinto a evoluir enquanto ser humano, ou vá - não exageremos com expressão tão drástica e grandiosa - enquanto simples pessoa com idade para ter juízo:
- Quando ando de carro diariamente de um lado para o outro sem achar que é a tarefa mais difícil do universo, ou que é alguma coisa especial sequer;
- Quando pôr todos os dias base é rotina e não é sinónimo de me estar a preparar para uma festa - ainda que o processo de a colocar continue muito pouco delicado, podendo acontecer em qualquer espelho, desde o do carro ao de uma casa de banho pública;
- Quando sou eu que carrego o meu telemóvel e conto as vezes em que o faço para não ser uma destrambelhada de uma gastadeira;
- Quando chego a casa e dedico 45 minutos do meu dia a arrumações;
- Quando faço um orçamento mensal com a consciência do que posso e não posso gastar;
- Quando não me lembro da última vez em que pedi dinheiro aos meus pais;
- Quando a 4 de Dezembro acho que é melhor começar a pensar nas compras de Natal - normalmente no dia 21 começava a pensar no assunto;
- Quanto concluo que já lá vai um ano desde que vou ao médico, e seja para que tipo de consulta for, sempre sozinha;
- Quando acumulo eventos na minha agenda sem entrar em stress (estou tentada a dizer que esta última se deve ao facto de, na realidade, não saber muito bem o que se passa na minha agenda e andar a enchê-la aleatoriamente).
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
A primeira vez no sushi
Não sei bem se é salgado se é doce.
Outro dado relevante é que desfiz metade das peças a espetá-las em vez de lhes pegar. Mergulhei outras tantas no Kikkoman. Um dia quando a minha motricidade fina for uma coisa assim para lá de fabulosa vou ter jeito para pauzinhos. Mas comi tudo e não fiquei com fome!
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
X-factoring IV (nota irrelevante)
Esta miúda, ex-Factor X, é gira que se farta, expressiva que dói, e se a sua vida não estivesse prestes a encaminhar-se com as "Netas do Fado" (a fiar num "Isto não acaba aqui, eu já vos explico" que o mentor lhes segredou na despedida) bem que podia estar aí a preparar-se para fazer outdoors de campanhas internacionais, mas de cada vez que olhava para a moçoila a figura do José Castelo Branco, mais precisamente o seu semblante fundiam-se no dela. E ele é só uma criatura estranha. Ela é gira. Enfim, é pior quando associo rostos humanos a animais.
domingo, 1 de dezembro de 2013
X-Factoring VIII
E as escolhas musicais até agora? Principalmente aqui o Paulo Junqueiro está a pender para um pop excessivo.
E os comentários do júri? Os "fizeste tudo bem", os "estou rendido", os "continuas a impressionar-me" começam a irritar-me de tão vazios.
A minha expectativa relativamente ao formato está a esvaziar ao ritmo de um balão a perder o ar.
X-factoring VII
É de mim ou o raio dos arranjos musicais do Factor X são uma caca e não fazem valer o talento dos concorrentes? Que é da banda ao vivo?!
Pedido especial
Anónimo, que não sei quem és, mas tu sabes quem sou, não me mates do coração que isto de saber que há quem nos segue o rasto já é suficientemente abusivo: por favor da próxima vez que um comentário passar por incluir o meu nome próprio, envia antes um e-mail que por essa via respondo a tudo o que for preciso (o mesmo está ali à direita, em caso de dúvida).
A arte de não virar as costas
É bom quando se vê que o trabalho para o qual nos esforçamos todos os dias para que aconteça, especialmente aquele que custa mais porque se faz sem qualquer perspetiva futura de recompensa, e às vezes carrega às costas frustrações e desilusões, começa a dar alguns frutos. É bom quando aquilo que não era nada para além de um conjunto de planos que se mantêm em suspenso por conta própria até terem hipótese de ser algo mais do que um esforço individual sem garantias começa a poder realmente ser. Ainda não é nada, mas é um grande pode ser e dá alento e renova a esperança de que afinal, não preciso de virar as costas a um dos meus provérbios favoritos: quem semeia, ainda pode colher. Ainda será preciso semear muito. Muito, muito em terreno muito árido. Mas pode ser. E essa pequena certeza apazigua-me muito hoje.
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