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sábado, 20 de outubro de 2012

Mary Jane is reading you #3: Crónicas Rosa Cuequinha

Eu que sou pessoa de momentos diria que este é, sem dúvida, o meu blog do momento. É portanto talvez aquele que queria descrever melhor, mas pela mixórdia de sentimentos e paralelismos que evoca em mim (desde as 8 horas de sono que antes eram imprescindíveis, à crença no esforço seja em prol do que for até à fase em que os casais cutxi-cutxi me faziam comichão) é capaz de sair confuso. É um dos blogs a que nenhum post me escapa desde que sou digna follower (nem que leia a semana toda à sexta de enfiada!). Mais, atingi aquele estado em que os posts novos ou os que a seguir lhe sucederiam já não me chegavam e tive de ir bisbilhotar para trás - assim consultar tudo, desde o início, como se estivesse a acompanhar um romance de título não pomposo "Diário de Rosa Cueca". E não me acanho de dizer que já vou lançada em Setembro de 2009.

Com conhecimento de causa cabe-me pois documentar que começamos com uma Rosa Cueca mais jovem e a manifestar um espírito mais desassossegado, mas sempre com uma linguagem multicolorida. E disse espírito desassossegado não pela falta de sossego, mas talvez mais pela falta de arrebatamento de então. Mas tudo foi sempre pautado pela honestidade brutal que caracteriza aqueles que são os meus blogs de eleição: na Rosa Cueca não havia cá embaraço de escrever que está piegas como uma miúda de 4 anos ou de apelar ao povo todo que forneça uma elevação de astral.  Diria até que ela começou o blog numa  fase contrabalançada - fase chata, mas com descobertas, desencontrada e reencontrada. Havia pressa para uma relação mas ao mesmo tempo não havia. Havia momentos de atirar a toalha ao chão, mas tantos de não deixar de acreditar e de se pôr a caminho porque é na estrada que se chega a algum lado.

Hoje temos um blog diverso que abrange uma panóplia de temas e que me deixa sempre com um pensamento semelhante a este "mas que cérebro grandiosa nela habita, quem me dera produzir assim!". Mas mais do que tudo o blog dela deixa-me esperançada. E esse talvez seja o grande motivo para o abraçar com carinho e ler com sofreguidão! Numa perspectiva mais egocêntrica acredito que um dia eu também vou estar assim: feliz, hiper-pintosa, com um homem ao lado e uma criança nos braços e com a maquinaria mental mais refinada e sofisticada. Assim é Crónicas Rosa Cuequinha, um blog feminino escrito com um humor refinado e sofisticado que não está ao alcance de qualquer um. Um blog sem roteiro de "o que é que um blog deve ser". Um blog muito à frente. O Jedi Master Atomic uma vez escreveu que ela seria um Ronaldo no mundo dos blogs, mas um mistério enquanto mulher. Eu cá acho que ele se acanhou e só não disse que ela é um Ronaldo enquanto mulher, primeiro porque a coisa soava um bocado estranha, e segundo, porque ela já tem homem - que podia vir de músculo em feição para proteger a honra da família (sim que também já há um piqueno!).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Mary Jane is reading you #2: There's Something About Rita

Primeiro: não escolheria melhor nome para este blog. Há de facto qualquer coisa na Rita. Que talvez não se explique tão bem como se sente após algum tempo de familiaridade com esta blogger... E aqui refiro-me claro também a um conhecimento anterior que tenho da Rita de outro blog. Este ainda é bébé e merece visitas.

De minha parte, aponto que este qualquer coisa que a Rita tem joga comigo, joga muito bem. A Rita não complexifica a coisa, não faz teorias que ninguém entende sobre o ser humano, nem reflexões profundas sobre várias linhas de temática, mas faz parte daqueles bloggers que podendo ser bem diferente de mim tem personalidade. É original. E este é de facto o principal ingrediente que procuro num blog. Originalidade no sentido da pessoa que é aquele blog caber dentro dele. Ou seja, a pessoa ser suficientemente singular para que possamos perceber "Este é um post da Rita e não podia ser de mais ninguém.". A Rita tem isto. Acredito que muito essencialmente porque é "lateira", escreve o correcto e o incorrecto. Escreve tanto "eu sou muito boa" como "eu sou muito má", se tiver de serParece estupidamente sincera.
A Rita até pode escrever um post só a dizer "Eu gosto de morangos, o que é que vocês acham?", o que depressa faria deste um blog básico, mas eu fico com a sensação que não, não é báscio, há ali qualquer coisa. Sai Rita. E isto é o melhor que poderia esperar.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Mary Jane is reading you #1: Guess So, Guess Not...

A melhor forma de explicar a admiração que sinto pela Ana, autora do "Guess So, Guess Not..." é talvez recorrer a uma metáfora. Quando vou ao blog da Ana, sinto a mesma admiração que sentia quando ali no 7º ano olhava quase com reverência para os tipos (incluindo aqui tipas também!) do 12º ano. Está bem que eles não eram enormes em estatura - como aquela diferença que eu sentia do 1º para o 4º ano - mas havia qualquer coisa neles, na postura deles, na forma como andavam e falavam que fazia deles alguém diferente, "maior" do que eu. A Ana é assim. Uma pessoa mais velha do que eu para quem eu olho e penso Se daqui a uns anitos eu for assim, não estou nada mal.



Estou certa também que a ideia que formamos pode dizer tanto acerca de nós como da pessoa sobre quem falamos pelos detalhes que decidimos destacar.  Por isso eu cá confesso que lhe invejo a capacidade para dormir em qualquer lado e o facto de ter ido três dias ao Rock in Rio, só na última edição, não tendo eu posto os pés lá uma única vez. Mas, principalmente, invejo muito o facto de quase sempre que pouso os olhos no blog dela ficar lá não só a ler mas a pensar também. Acho que isto se diz das pessoas que nos inspiram. De resto, gosto das vírgulas sempre no sítio, gosto dos posts a dizer o que, como apetece e quando apetece (a Ana não é daqueles bloggers com dia marcado para bloggar nem tem como regra um post por dia). Gosto da agitação serena nos posts que tecem reflexões acerca da vida - como o facto de apanhar choques frequentemente - acerca das relações humanas - como aquele em que explica como crescer com homens influenciou a sua forma de estar e ser - ou sobre a própria forma da Ana ser com os outros - acessível e apaixonada. Ao mesmo tempo gosto da capacidade que ela tem de convocar todos os seguidores à sala de reuniões porque se andam para aí a queixar de uma configuração do blogger que afinal se resolve, porque não têm uma opção marcada tal como ela quer ou simplesmente porque se apercebe que há quem comenta só para marcar presença. Sobretudo gosto da independência que leio na Ana. Daquele Sei bem quem sou e o que quero.

Por isto, quando chegou a altura de escolher a primeira pessoa para a rubrica que hoje inauguro, "Mary Jane is reading you", não houve dúvidas. Tinha de ser a Ana.

P.S. - Diz que a Ana vai ver JLo no mesmo recinto que eu. Nem sei se vou estar em mim com a possibilidade de qualquer pessoa do sexo feminino que passe por mim poder ser a Ana.