terça-feira, 11 de setembro de 2012

Correndo o risco de me repetir...

Para aprender a conhecer-te melhor preciso de saber para que lado dormes, a marca do teu dentífrico, quais os teus iogurtes favoritos. Preciso também de mais fotografias, embora não as vá ver por agora. Ver-te distrair-me a cabeça com coisas indecentes. Tiveste sarampo em criança? Alguma vez foste o pior aluno da turma? Quantas vezes caíste da tua primeira bicicleta? Envia-me, por favor, também observações, mesmo que não te pareçam pertinentes, descrição de insónias, pesadelos, pensamentos recorrentes, recordações de criança. Podes igualmente falar-me dos teus amigos, colegas e vizinhos, embora vá saltar essa parte. E do quarto onde sonhas comigo muito acordada. Por agora chega. 
in A Rapariga Errada, Pedro Paixão 

Importam-me os detalhes. As perguntas abertas e absurdas. As perguntas que tantas vezes parece que não interessam para nada. As perguntas que mais do que factos me dão vivências e experiências de uma pessoa, que me levam a sabê-la como ela se conta e não como alguém a poderia contar. Por isso é que me agarrei tanto a este excerto... Por isso e porque fala daquela paixão e curiosidade insaciável pelo ser humano que ainda há dias aqui escarrapachei.

Objecto-paixão

Agenda.
Quem me lê há algum tempo já o sabe.
É aquele objecto que é o meu mais fiel companheiro.
É aquele objecto que me permite ser 5 vezes mais eficaz e organizada.
É aquele objecto que foi a prenda mais baratinha que me ofereceram no Natal passado.
É aquele objecto que foi uma prenda pouco surpreendente porque foi escolhida em cima do joelho - nem sequer era a ideal, mas era a que havia - e que mesmo assim me deixou largos minutos em hipnose e alheada dos outros presentes que me ofereceram só a admirar o tamanho, a forma, a textura das páginas, o design das paginas...

Mas, precisamente o ano passado, deu-se uma viragem, motivada pelo meu novo estatuto de não-estudante, com implicações no estilo de agenda que adquiri: em vez de agenda de ano lectivo comprei uma agenda anual. Mas como a comprei ali a rebentar Dezembro achei que foi tarde demais, já não tinha escolha nenhuma. E lembro-me que na altura me aconselharam a procurar agendas anuais agora já em Setembro, pois existiam algumas que apanhavam tanto o fim deste ano, como todo o próximo. Por isso, pessoas informadas, há algum sítio que tenha assim giras, mesmo giras? E com espaço, muito espaço, tipo uma página por dia em tamanho A5? E que sejam duras para não ficarem num estado decrépito como a minha ficou ao fim de 2 meses? Debitem já aí sugestões!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Cheguem cá pessoas vencedoras

Ora, das 7 participações só 4  podem ser consideradas correctas e completas. De resto ficam apontadas as menções honrosas à Tutti que soube onde procurar mas não mencionou o evento, ao pedro b que tudo indica que jogou bem e que sabia bem o que aconteceu mas produziu uma resposta intelectual e rebuscada que apelava para que o corrector intuísse a resposta (não pode ser, pedro b, por muito que no exame nacional fizesses uma descrição perfeita de bananas, se lá não aparecesse a palavra bananas quando era critério, chocapic para a cotação!). Segue-se pois o post exclusivamente dedicado às vencedoras (é um exclusivo conjunto, mas é para ser expresso, está bem?):

Sara* - sei pouco de ti, o perfil do blogger omite-me a tua origem, mas o facto de seguires poucos blogs e de o meu ser um deles faz de ti uma pessoa com um gosto claramente apurado.

Uma Rapariga Simples - quase que vinha daí uma resposta que merecia reprovação como a do pedro b. Então tu só me imaginas de carroça? Mas ele já foi indirectamente destacado e tu mereces o teu destaque. Foste um acaso de descoberta: uma resposta em forma de comentário brilhante a um post que nem era meu fez-me logo querer conhecer que chabeça genial estava por trás de tamanha perícia mental. Não me arrependi de ter seguido a minha intuição, pois encontrei uma das mulheres que melhor dá uso ao teclado aqui da blogosfera. Pelo menos de forma literária, diria que és mesmo a melhor. O único defeitozinho é o blog ter só um post por página (ó rapariga, a bem do teu apelido de simples, muda lá isso que dá muito trabalho estar sempre a carregar em seguinte!).

Hermione - é daquelas blogopessoas a quem me apetece frequentemente encher de abraços e beijinhos. Em primeiro lugar, porque gostamos das pessoas que nos insuflam a auto-estima e ela insufla. Vem cá regularmente e comenta muito com uma simpatia extrema, quase como se dissesse sempre "anda lá, miúda, estou aqui a torcer para que tudo corra bem" e mal aparece uma vitória cá está ela para aplaudir! E depois, está ela própria a passar por uma fase muito boa e o blog dela é assim das coisas mais positivas e optimistas que há por aí. Uma pessoa sai de lá em zenitude plena... Visitem e comprovem. Não digo que vale a pena visitar porque ela põe fotos giras e sabe fazer massagens porque a ala masculina corria já toda para lá e convém realçar que ela tem um namorado, com quem se dá maravilhosamente bem, que vos dava uma sova.

Buu - este foi um risco fácil de correr, não foi? Somos as duas moçoilas no mesmo estado - num ponto zero da vida - e em que vamos tentando arregaçar as mangas a ver se chegamos a um ponto tudo. E temos as duas um ligeiro síndrome Peter Pan (ficar sempre com a idade que temos e não avançar mais é que era, não é?). A diferença é que a Buu leva menos idade a pesar-lhe. De resto aprecio-lhe o entusiasmo pelas pequenas coisas, como um concerto, o facto de gostar dos The Kooks, de consumir literatura avançada e de escrever sobre tudo e mais alguma coisa de forma espontânea e descomplexada!

A tal coisa da semana passada

Pois foi. Passei no exame de condução. Fui com poucas horas de sono, como é habitual quando tenho alguma coisa importante para fazer - mesmo que esteja calma, a chabeça, que não tem juízo, não descansa e foca-se ininterruptamente no assunto (na noite anterior insistia em dar-me lições teóricas sobre o que tinha que fazer na prática). Lá chegada ao centro de exames depois de ter seguido a conduzir apanhei um examinador com quem conversei alegremente, antes mesmo de saber que era examinador, e o meu. Sei lá. Pediu-me os documentos e eu achei que era só um administrativo... Até que eu pergunto numa timidez súbita "Ai é examinador? E vai ser o meu?", e outro examinador que já tinha ido para junto do meu vomitar não sei quantas reclamações profere sem sequer olhar para mim "É. E está com sorte porque ele é dos que passa todos!". Apeteceu-me dizer "Não seja assim que olhando para esse pólo rosinha aposto que nos íamos dar bem.". Depois a coisa correu com tranquilidade tirando um ralhete lá quase no fim do exame que me deixou ligeiramente a temer pela vida. Sobrevivi. Segue-se já o post para as pessoas que puxaram pela massa neuronal para desvendar o enigma extremamente complexo do dia.

Diz que a semana passada aconteceu qualquer coisa...

Uma das novidades boas da semana que passou está riscada daquela lista a que me dá mais gozo riscar itens. Diz que há post exclusivo para quem entender a dica.

EDIT: Diz que 7 é o número perfeito, portanto dou por encerradas as participações.

Querido belógue... (XXXIX)

Eu sei que são altas horas da noite e que ninguém vai andar a ler inquietações ou confissões profundas agora, mas fica para quando acordarem. Tirei um curso que, quando nele ingressei, achava que até era uma coisa séria, afinal a nota do último colocado no ano anterior tinha sido 17. É que era quase medicina e não uma esmola qualquer, conjecturava eu nos meus 18 anos, sem qualquer vontade de mexer em seringas (quando me queriam empurrar para medicina) ou esmiuçar códigos sem graça (depois do mal do curso de humanidades estar escolhido, escolhe, pois, direito). Hoje com o curso já na mão percebo que os números não interessam para nada e se a escola da vida ou o raio da minha personalidade curiosa e com necessidade de desafio constante não me tivesse levado, ao longo do meu percurso, a realizar um mestrado  intensivo em fazer variadíssimas coisisses com os recursos que tens, neste momento estava eu a pedir esmola. Fique escrito para quem ainda anda nestas vidas universitárias: hoje não se compram diplomas, compra-se produto. Produto bem feito e que venda.

sábado, 8 de setembro de 2012

Apaixono-me regularmente


Tinha muita coisa para vos contar, mas hoje, ao contrário de muitas outras vezes, faltavam-me as palavras. Cansaço, só. Com isto, depois de abrir o editor com intenções de actualizar aqui o recanto não sabia muito bem por onde começar, nem sequer se me apetecia escrever fosse o que fosse, apesar de ter coisas até agradáveis para contar. Até que encontrei aquela imagem no famoso icanread e fiquei com aquele sentimento "Incrivelmente eu". Apaixono-me irrevogavelmente pelos detalhes das pessoas. Por aqueles que se descobrem sem sequer falar, na certeza de que aquele é um momento único e que nunca mais me vou cruzar com aquela pessoa, que nunca vou trocar alguma palavra, que nunca vou saber seja o que for para além do que a minha cabeça vai traçando. Talvez por isso digam frequentemente que estou a "observar" e a "analisar" todos à minha volta, como se carregasse constantemente o fardo de ser psicóloga. Mas não. Estou a ser eu. Eu como era muito antes de ser psi, a observar não para julgar ou analisar, mas a apaixonar-me. Pelo que sempre me apaixonou: o comportamento humano.

Claro que não é só à distância que me apaixono e das coisas que mais me apaixonam são boas conversas. E muitas vezes o que eu chamo boas conversas são conversas a que não se pede fundo nem lógica e que não vão dar a lado nenhum nem conduzir à resolução de problemas - nem é essa a sua intenção. São conversas com temas como as vulnerabilidades do ser humano, as vantagens e desvantagens da vida noutros planetas ou o fatalismo versus a auto-determinação. Basicamente qualquer tema serve desde que exista muita argumentação e mind challenging. São conversas que não dá para ter com toda a gente, já me tenho apercebido (e não se trata de um defeito, é apenas uma questão de estilo!) mas são essas conversas que me continuam a apaixonar, mais e mais, sempre. E bons conversadores deixam-me sempre saudade. Hoje foi enterrado o pai de um colega meu que é das pessoas mais chaladas que já conheci, e com quem já não estou há muito, muito tempo, mas que é um conversador genial. E há um abraço, que ainda não lhe dei, que me está a deixar os braços tão pesados...

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Afinal os homens são mesmo (quase) todos iguais

Pois, meus caros, é verdade. O meu anterior post constituía, nada mais nada menos, que uma avaliação psicológica profunda. Não, não era para responder a uma mera curiosidade pessoal. Verificou-se pois, que enquanto as mulheres foram sugerindo diversas iguarias mostrando uma adequação perfeita à circunstância que lhes é exigida, não deixando abalar a sua capacidade de concentração, os machos, por sua vez apresentam respostas desviadas   que podem ser classificadas em três tipos provando que a sua eficácia poderá ser seriamente comprometida pelo assunto que lhes ocupa o cérebro pelo menos 80% do seu tempo.

Vejamos os três tipos masculinos descobertos:

1 - Aqueles que respondem logo, directos e sem qualquer comentário adicional, referindo-se a outro tipo de "comida" que não a sugerida:

Andrea Penoyer
Charlize Theron
2 - Os que vão efectivamente, mas de forma mais delicada e pseudo-discreta, dar ao assunto do comilanço, mas, pelo menos, não apontam uma qualquer figuraça bem distante, e cuja possibilidade de se cruzarem é praticamente irreal, portanto fazem com que a probabilidade de arreganhar o dente seja mais concretizável.

3 - Os que são demasiado tímidos para dar qualquer resposta que não a fuga. Apresentam, pois, uma resposta defensiva do "ai, e tal, volto mais tarde", e depois nicles porque o que vos apetecia-apetecia, não era comida-comida. Confessem lá...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Poll do dia: Se pudessem comer qualquer coisa neste momento, o que escolheriam?

Qualquer coisa mesmo. De qualquer parte do mundo, já confeccionada ao vosso gosto e aterradinha nas vossas mãos pronta a comer.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Aproveito-te os segundos

Continuo sem saber muito bem quem és ou o que raio vieste fazer à minha vida. Não sei até mesmo o que te foi fazendo ficar. Nem o que me fez a mim, que me sinto "desagarrada" de tudo, querer ficar. Mas como às vezes acreditar em estrelas, ou não, é uma mera questão de conveniência gosto de acreditar naquela ideia fatalista de que nem sempre chegam à nossa vida as pessoas que nós queremos, mas podem chegar as pessoas de quem nós precisamos num determinado momento.

Para quem, como eu, está sempre a mudar de "canção" sei que pode soar irónico, mas sempre gostei de permanência. Sempre gostei das coisas que se tornam hábitos e que se me enraízam na pele ganhando um bocado do meu nome. Sempre gostei das coisas a que o tempo encolhia o mistério, mas não rasgava o encanto. A ti, que não te sei um tempo e que te julgo de passagem, aproveito-te os segundos.

A bruxa da Branca de Neve

A bruxa da Branca de Neve infernizou a minha infância. Porquê? Devia ter um alto patrocínio para estar presente em quase todos os meus pesadelos cujo enredo era basicamente semelhante, mas terrível de todas as vezes.


Constava numa velhinha, toda vestida de preto, corcunda e enrugada assim bem ao estilo do filme que chegava a minha casa, anunciando-se enfermeira, para me dar uma injecção.

Eu estava geralmente com a minha mãe, que se preocupava com a minha saúde e com a pobre da velhinha e ia insistindo qualquer coisa em sinal de comiseração, não sei:

Ajuda a senhora, é tão velhinha!

NÃÃÃOOO. É A BRUXA DA BRANCA DE NEVE!

E pronto, durante o pesadelo, lá andava eu a fugir no quarto dos meus pais até ela me agarrar o braço e estar quase-quase a picar-me...

Eu bem sabia que aquela injecção seria letal! E que não estava em idade de ser salva por príncipes.

domingo, 2 de setembro de 2012

Confissões Domingueiras ou reflexões profundas sobre veículos

Se viesse um gajo interessado em mim em quem eu estivesse interessada também, era porreiro. Mas tipo, os planetas andam a transitar ao contrário, as duas coisas nunca se encontram. 
Aproveitas para dar umas voltas. 
Não se dá voltas sem ter vontade de pedalar. 
Mas tu até tens. 
A minha vontade de pedalar é muito complexa. Não tenho vontade de pedalar em qualquer terreno. 
Então, anda de trotinete ou compra algo com motor. 
Estás a sugerir propriamente o quê? 
Duh 
A trotinete juro que não percebi. 
Não se pedala a dois pés! 
E isso é uma analogia a quê? 
Loira, again! Nvm
As tangerinas é só mesmo porque era uma imagem com bom aspecto. E ficou a apetecer-me.