Caríssimas, tenho um comunicado de extrema importância a fazer,Gosto delas. Por coisas simples como estas e como por elas terem pulado e gritado mais do que eu quando através de uma humilde SMS souberam a minha nota de mestrado. Assim vale a pena.
o espírito de companheirismo das g. incrementa de dia para dia, e a senhora dona A.M. apresentou hoje provas disso. Tudo sucedeu quando vendo uma companheira só na via pública, perto do seu local de trabalho, e seguindo em viatura própria, pegou no seu elemento de comunicação (telemóvel, para as menos letradas) e ligou à companheira (eu, para as menos iluminadas) averiguando se estava de facto abandonada e se necessitava de algum auxílio. Tranquilizada de que se tratava de uma situação temporária que em breve seria resolvida por meio de boleia previamente combinada, A. M. não minimizou esforços e uns minutos depois esclarece se a companheira tinha, de facto, chegado em segurança ao seu local de residência.
Acontecimento digno, tenho a declarar. Especialmente considerando que A.M., nas suas declarações finais, alegou que as g. não poderiam ficar sem a sua estrela. Ah, está esclarecido (cogitei eu!)!
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Para pessoas de valor, declarações de coração
Ora enderecei a seguinte declaração aos elementos do meu grupo de dança.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Síndrome ficar para tia
Quando terminamos uma relação um dos medos que emerge e que, frequentemente, só confessámos às paredes (ide ouvir que este blog tem gostos requintados) é o de ficar para tia. E é também isto que muitas vezes inibe o término de uma relação: melhor acompanhada do que só. E o síndrome de ficar para tia assume um conjunto diverso de manifestações:
1. aiii que se aquela pessoa não quis saber de mim é porque eu não tenho qualquer valor;
2. aiii que era o único bom rapaz e só há maus rapazes no mundo;
3. nunca mais vou encontrar alguém igual ou com quem consiga construir uma relação igualmente boa;
3. nunca mais vou encontrar alguém igual ou com quem consiga construir uma relação igualmente boa;
domingo, 29 de janeiro de 2012
A um amor morrido...
Embora os mais atentos já pudessem ter lido os sinais e ter-se apercebido não falei disto explicitamente, ainda, porque custa. Terminar uma relação com quase 7 anos não é fácil. Repetir a quem já nos via casados, e que acha toda esta situação improvável, que acabou, ainda menos. Fazer abalar todas as minhas crenças de um amor para toda a vida, muito menos.
Mas porquê o meu título, "a um amor morrido"? A um amor morrido, porque tive de o morrer. Não tive de o matar, porque já estava morto. Foi morrendo, desfalecendo e resvalando aos meus olhos. E eu, inútil, não fiz nada? Fiz o que pude, avisei, conversei, mas não era a minha vez de correr... Além disso, ainda tentei ressuscitar o amor que havia com coisas como "Memórias de nós". Tentei fazer respirações boca a boca até esgotar as minhas forças por não ver nenhum coração a bater, a reagir minimamente do lado de lá. Já nem sabia bem se o meu batia - umas quantas lágrimas a correr em desfiladeiro lembravam-me que sim. Com muito sentimento, mas vendo o sentimento do outro todo morrido, tive de juntar provavelmente toda a coragem e força que, nesta situação, julgava não ter, para fazer o que nenhum de nós tinha "tomates" para fazer: isto já não vai a lado nenhum, tens-me afastado, consciente ou inconscientemente, e estamos no vazio a brincar às casinhas. Tive, fundamentalmente, de ter amor próprio, bater o pé e dizer eu mereço mais, porque também foram estas as últimas palavras dele "eu não te mereço, espero que encontres alguém que te mereça realmente e que te faça muito feliz", qual galardão de consolação. E tudo o que foi único termina em grandes clichés...
Adenda: Definição de um dia 100% feminino
Esqueci-me de um dado de extrema relevância no último post. Claro que num dia 100% feminino também houve compras. E trouxe para casa 2 camisas, supostamente em saldo., mas, cada uma, ao preço de duas, nova colecção, num espaço comercial como a Bershka ou Stradivarius. Enfim, desgracei-me ligeiramente.
Foi esta e uma no azul escuro das mangas.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Definição de um dia 100% feminino
- Acordar tarde e não sobrar tempo para muito mais do que consultar o e-mail
- Almoço delicioso no restaurante italiano preferido. Pedir um prato pouco italiano, mas maravilhoso: arroz tropical (caril, fruta e frango)
- Decidir, praticamente de um momento para o outro, ir ao cabeleireiro fazer uma mudança. Californianas, com cautela para que não existisse nenhum choque de primeiro impacto que me fizesse reclamar este dia durante 2 meses. Qualquer coisa semelhante a isto, mas bem mais suave:
- Depilação. Com a única esteticista que quase faz esquecer a dor.
- Manicure completa.
- Aula de dança.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
As mulheres, as meias e o verniz
O anúncio da Calzonia, que já tanta tinta correu por essa blogosfera fora, é maravilhoso, mas um enganador. Depois de ver a meia, nas várias gerações de meninas, conjugada com uma música quase perfeita (aqui linkada numa versão suave e deliciosa por Fyfe Dangerfield), uma pessoa fica imbuída num espírito "Wow, que elogio à mulher" e "Ai, é mesmo isto! Uma mulher fica linda é de saia e respectiva meia.", tornando-se impossível não passar pelo referido estabelecimento comercial sem querer ser mais mulher... com o auxílio de uma meia! Uma meia linda, perfeita, feminina!
Acontece que a verdade, verdadinha, é que o mais prático e económico que há são as saias no Verão, que dispensam meia. Estou cansada de me apaixonar por um par de meias, perdão, collants (que mulher que se preze sabe todos os nomes técnicos para roupa e acessórios) num dia e vê-las rasgadas no dia seguinte. Ou então é apenas falta de jeito da minha parte... O que eu sei é que no anúncio ninguém mostra a realidade da meia rasgada e "cicatrizada" a verniz para evitar mais estragos... Isso sim, é digno e feminino! Truque passado de geração em geração...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Kit de Sobrevivência Feminino
Tenho tido dias complicados. Complicados porque cheios. Tão cheios que nem a minha agenda - essa que normalmente, independentemente de cumprir as tarefas, ou não, está sempre em dia - sabe o que é que eu tenho de fazer .
Mas há coisas que podem ajudar, e muito, a ultrapassar os dias que não acabam, mas que, para aguentar em pé, lhes temos de forçar um ponto final, aqueles em que desejamos reinvantar o tempo. Eis alguns dos ingredientes fundamentais que fazem parte de um kit de sobrevivência feminino, segundo Mary Jane:
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| 5. Partilha a "caminhada". Que é como quem diz, quando não te apetece andar garante que tens quem puxe por ti e que te diga que vais conseguir mesmo quando já não te consegues arrastar. |
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Uma definição de amor segundo Luísa Sobral
Ídolos foi muito provavelmente o primeiro programa em que me viciei verdadeiramente. E sempre tive fé de vir a ouvir algum dos concorrentes depois do Ídolos. A Luísa, da primeira edição, foi das minhas concorrentes favoritas de sempre. Não só por ser novinha e ter sido fácil estabelecer, desde logo, um vínculo afectivo baseado num sentido de identificação, mas porque já aí ela tinha um estilo muito próprio que eu jurava que ia vingar.
A minha aposta confirmou-se. Gosto muito do primeiro albúm da Luísa Sobral. Como seria de esperar, não se agarrou a modas, mas dá-nos um trabalho com assinatura própria que certamente reflecte um intenso processo de procura da sua identidade enquanto música. Em Mr. & Mrs. Brown temos uma soronidade que faz lembrar outras décadas e uma definição de amor, do mais simples, mas do mais querido que há.
She has no hairstyle
But he doesn’t mind
She sleeps all day
But that is just fine
´Cause they were meant to be together
Forever
He snores all night
But still she sleeps tight
He watches TV every Saturday night
But they were meant to be together
Forever
Mrs. Brown you found true love
He’s right there in front of you
Mr. Brown says awfully proud
She’s the perfect dream come true
She has never seen
She has never seen
An oven before
And last time she cooked
It was 1934
But they were meant to be together
Forever
She hates when he repeats his jokes
He hates her books with hippy quotes
How clean and dull his closet became
And even though he takes the train
´cause he hates how she drives
They’ll be together for the rest of their lives
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
De vez em quando apetece...
Quer dizer. Não me apetece sempre, mas de vez em quando apetece mesmo.
Houve aquela altura em que quase os pedia.
Depois houve aquela em que era awards, selos, desafios e todo o nome que lhe quisessem dar todos os dias, dos mais diversos lados.
Cansei-me e deixei não sei quantos escapar.
Entretanto a vaga passou. Que na blogosfera também há modas...
Mas, desde há uma semana (ou mais), voltei a ver selos a passear por uns quantos blogs e já só pensava "Então e eu?!". Obrigada PAM, por te lembrares de mim :)
Regras:
1) preencher o formulário com as perguntas;
2) partilhar 7 pensamentos aleatórios sobre nós;
3) oferecer a 10 blogues e informá-los por comentário ou e-mail;
4) mandar o link para a pessoa que nos ofereceu.
Questionário:
1. Nome da minha música favorita: Neste exactíssimo momento, porque não há uma favorita constante: Priscilla Ahn - Dream
2. Nome da minha sobremesa favorita: Gelado de bolacha com chocolate quente.
3. O que me tira do sério: Uma agenda preenchida com muitas tarefas para fazer e nenhuma concluída.
4. Quando estou chateada... fico calada. Perco qualquer capacidade de produzir discurso.
5. Qual o meu animal de estimação favorito? Cão. Mesmo que o meu K. me tenha mostrado os dentinhos hoje de manhã... E claro que me assustei. Afinal já houve quem, após a primeira vez que o viu, tenha pronunciado "Isso não é um cão, é um cavalo!". Agora imaginem um cavalo a rosnar...
6. Preto ou branco? Branco.
7. Maior medo? Não realizar todos os meus sonhos.
8. Atitude quotidiana? Ser honesta.
9. O que é perfeito? Um dia a dois em que tudo faz sentido.
10. Culpa? Não fiz nada desde que cheguei a casa!
Sete factos aleatórios sobre mim:
1. Já sorri e já chorei hoje.
2. Ao almoço comi uma sopa, uma salada de delícias do mar, bebi Compal Vital AntiOx e comi uma banana de sobremesa. No fim, pensei que nunca tinha sido tão saudável na vida... E que parecia que estava a fazer dieta.
3. Disse "Nossa, que 'biolência de pergunta" numa consulta.
4. Ia escrever, ali em cima, "cabalo" em vez de "cavalo". E não troco os bês pelos vês. Digo eu.
5. Os meus pesadelos, em criança, eram sempre com uma velha, enrugada e feia, à imagem da bruxa da branca de neve, que me vinha dar uma injecção e que ocasionalmente trazia uma maçã ou um saco com àgua, daqueles de levar um peixe cor-de-laranja até casa, mas sem peixe.
6. "Adoro comer queijo antes de ir dormir". Literalmente e descaradamente roubado da PAM. E vou fazer uma party a propósito deste assunto. Já não sou só eu!
7. Os meus pesadelos eram antecedidos por um pequeno anúncio: um carro a ir contra uma parede de tijolo e a incendiar-se.
A que blogues ofereço este prémio?
domingo, 22 de janeiro de 2012
The Descendants: o que faz deste um bom filme
O filme vale pelas interpretações. Foi a minha primeira impressão quando os créditos começaram a passar e as luzes do cinema se começaram a acender. Porque é daqueles filmes que ou tinha actores à altura ou falhava rendondamente tornando-se vulgar. Não falhou. E não falhou por George Clooney, que está irrepreensível, e pela agradável surpresa que foi para mim Shailene Woodley. Esta menina-mulher que não prende ao ecrã, em cada momento que nele figura, apenas por ser inegavelmente muito bonita, mas pelo seu desempenho. Tem um papel exigente (como aliás são todos) e está brilhante ao nível tanto do dito, como do não dito, com uma expressão não-verbal sempre no ponto. Aposto que ainda vamos ouvir falar muito dela.
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| Shailene Woodley |
Sobre o filme, de forma geral, saliento que para quem procura ritmo e acção, este pode não ser o que procuram. Mas para quem gosta de filmes que revelam a sensibilidade humana com alguma genialidade, que evidenciam quão frágeis são as relações humanas e como às vezes nos apercebemos tarde demais da necessidade de rever prioridades é, certamente, uma boa escolha. A história-base até pode ser banal e relativamente previsível, mas, como já disse, as interpretações e também a forma como tudo é construído e realizado atribuem a este filme o carácter distinto que tem e fazem dele a obra prima de que se fala. Para mim é um misto entre amargura e doçura: mais do que o dramalhão poético hollywoodesco, este filme pretende ser humano, portanto no meio da dor existem umas quantas tiradas cómicas. Tiradas cómicas que não impediram que eu baptizasse algumas cenas com os olhos humedecidos e as lentes de contacto a tentar sair do sítio, mas, como eu costumo dizer: filme em que eu não chore, não é um bom filme.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Falemos de relações sérias
Há coisas que eu não entendo, como pessoas que dizem que mulheres não querem homens românticos e que as mimem sob pena de estes serem tratados como animais.
Eu arriscaria dizer que isso acontece quando uma mulher não está de facto à procura de uma relação ou de um homem, e aí mimo a mais é o gatilho para correr. Mas atenção, nada contra quem nessas circunstâncias não quer mimo a mais. É uma opção perfeitamente legítima, desde que assumida honestamente: se a mulher só quer bagaço* e deixa isto explícito, se tem um homem que a bajula e não recebe na mesma proporção, não há que deificar o moço e crucificar a menina, porque talvez seja ele quem afinal está no "filme errado".
No caso de uma relação séria para mim já não encaixa que ser romântico e mimar sejam assuntos dispensáveis, quase como se "estar nem aí" fosse a postura certa para conquistar o amor. Querer saber do outro para mim é requisito básico, porque é uma das formas mais genuínas (senão mesmo "a mais") e sem artifícios de dizer se de facto gostamos ou não gostamos de alguém, queremos ou não queremos saber de alguém, para além do prazer imediato e dos melhores momentos de "amor no ar". Preciso de ter ao meu lado alguém que faça coisas tão triviais como saber recontar ao pormenor os meus dias, que me alerte para os compromissos que eu "esqueço" na agenda, que se mobilize para ir assistir a um espectáculo de dança mesmo que eu só esteja a "estrelar" durante 2 minutos e que isso implique aturar 2 horas de coisa nenhuma, que queira saber da minha mãe, do meu pai, da minha irmã e, eventualmente, dos meus cães ou até alguém que me pergunte se uma borbulha, descoberta num canto quase invisível do rosto, já cicatrizou. Não faz sentido ter um homem liga-desliga, até porque o medo da perda não dura para sempre, nem vamos questionar para sempre se somos nós que não somos suficientemente boas - um dia desligamos mesmo ou percebemos que a ligação já não é possível de qualquer uma das partes, e aí já há tratamento mais "animalesco". Agora se eu tenho um homem liga-liga garanto: não o trato como um animal.
* consumir e esquecer
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Nem sei por onde começar...
... e não me digam pelo início, ou para eu fazer uma lista de prioridades, sob risco de eu morder. Olho para a direita e tenho o registo de uma consulta para terminar, olho para a esquerda e vejo um protocolo de avaliação para cotar... (e apercebo-me agora que esta frase teve o condão de evocar uma música pimba)
A bela imagem de fundo do meu ambiente de trabalho corre riscos de desaparecer, tal é o amontoado de tralha que lá se acumula.
A bela imagem de fundo do meu ambiente de trabalho corre riscos de desaparecer, tal é o amontoado de tralha que lá se acumula.
Lembro-me que ainda não abri o e-mail e sei que tenho lá qualquer coisa... Pois, é isso, a peça de teatro para continuar a rever. Ou será mais alguma coisa?
Ai, na mala, tenho os apontamentos que tirei hoje e que me lembram que tenho uma tarefa que tem de ser despachada impreterivelmente hoje. Pronto, está será a primeira tarefa... E nem quero pegar na agenda, porque sei que vai gritar mais 1000 tarefas...
E pronto, queria só acrescentar, sob o pequeno risco de parecer que estou perdida da vida, que apesar de ter muito trabalho ando muito feliz!
Está bem que há blogs que tenho vontade de ler, assim como uma montanha de livros sejam profissionais, seja de lazer, mas fico-me pela vontade. Assim como em relação às séries que gostava de ver e não o faço, mas mais do que lamentar por ter de fazer tanta coisa, e por não poder fazer mais umas quantas, porque o tempo não pára e controla-me que é uma coisa maluca, dou graças por haver tanta coisa que me apetece fazer :)
P.S. --» Só tenho deprimido de cada vez que conto as minhas horas de sono... Onde estão as 8 de que tanto me gabava?
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