quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Estômago de minhoca; expectativas de baleia
Queridos todos, tenho a dizer que continuo com um estômago de minhoca. É isso ou talvez o facto de exagerar na quantidade de bacalhau. A verdade é que se olho para a mesa de sobremesas, antes de iniciar refeição, juro a mim mesma que vou precisar de uns 5 pratos até ficar verdadeiramente satisfeita. Veredicto: 1 tem chegado. Um de no máximo duas variedades de doces. Mas uma hora depois estou a juntar mais duas variedadezinhas... Por isso, às prestações o estômago de minhoca vai lá e graçágenética vou podendo comer tantas prestações quantas quero sem ter necessidade de ir prestar contas à balança a seguir.
Já miúda tinha estômago de minhoca. Mas em miúda não comia praticamente nada. Não gostava sequer de bacalhau. Agora gosto muito. Adoro até o típico farrapo velho: os restos da grande ceia de Natal todos praticamente mastigados e desfeitos vão ao forno bem aconchegados de broa. Consolo-me. Consolo-me de comer e mesmo antes de comer talvez ainda mais me console ao imaginar o sabor. Chego à conclusão que precisamente os melhores momentos da vida se podem fazer precisamente nisto: na expectativa do que sabemos tão bom que aí vem. Às vezes sabe melhor esperar pelo que sabemos bom, do que o momento em que temos esse bom em si. Por isso, 2014, ouve cá, daqui a uns dias conversamos, mas estou cheia de expectativas. É bom que correspondas.
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Declaração Natalícia
Gosto muito de vocês, pessoas anónimas que tanto acompanham a minha vida.
domingo, 22 de dezembro de 2013
A verdade é que continuo a conseguir encontrar-me com a felicidade
E só isto não é nada mau. É, aliás, maravilhoso que coisas tão simples como cantar o Dunas num grupo, desafinado em rigor mas unido no coração e enredado numa roda-abraço, me encham o peito. Ali mesmo, num bar escuro e mundano, agradeci em silêncio enquanto congelei cada sorriso. Agradeci por estarmos vivos e por aquele momento em particular. Senti-me como que a ver-me e a ver-nos de fora, e, por breves segundos, numa para-realidade etérea de onde via que ali aconteceu um daqueles momentos para sempre. Para sempre em pleno espírito da música Forever Young, mesmo que na altura a banda sonora fosse outra. Aconteceu uma fotografia dinâmica com revelação direta para o álbum da memória. Tão simples, mas tanto.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Tentar apesar de se estragar a pintura toda
Hoje foi um dia bom.
Entre outras coisas mais relevantes comprei 2 vernizes, assim na loucura de quem não sabe pintar as unhas. O M. pintou-me (ou tentou!) seis unhas, uma de cada cor, e escolhemos as duas melhores cores. As cores escolhidas foram de Inverno e com pinta: um verniz castanho e um verniz azul escuro. Eu nunca pinto as unhas a mim própria porque sai sempre desgraça, mas levaria estes vernizes para a minha manicure de eleição me pintar.
Já Em casa achei que era uma boa altura para EU aprender a pintar. E que se tenho uma motricidade fina terrífica é porque não a treinei devidamente. Vai daí pintei 10 unhas. 10 unhas à brasileira, com restos de fora dos lados, mas no essencial lindas e direitinhas que só elas. Fiquei orgulhosa. E não demorei uma eternidade! Vai daí decidi ir pôr um top coat. Ou o que eu achava que era um top coat, mas era, na realidade, um super gloss ou o raio...
Estraguei a pintura toda. Mas lá no fundo não faz mal, ali na etapa mais feliz da coisa ficou quase bom!
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Porque é que as pessoas preferem comédias
Andar por aí a ler sobre vidas tortas, quando a nossa já vai torta o bastante, é por vezes objeto repelente. Lembro um tio meu - dos conversadores mais interessantes que tenho por cá - que me costuma dizer que não gosta de perder tempo a ver dramas, porque para drama já basta a vida. A verdade é que ele é daquelas que se devidamente posicionado no sofá, acaba por engolir tudo. Mas diz preferir as comédias ou os filmes sobre aquilo que nunca vai fazer (ficção científica e afins). Gosta que os filmes lhe tragam uma sub-realidade agradável. Não é a primeira, nem será certamente a última pessoa. Eu própria, confesso, chateia-me ler quem se queixa sempre da vida. E gosto de quem me atira para o melhor da vida. Por isso tem-me custado horrores vir cá. Sinto que carrego uma nuvem negra em cima de mim. Mas de qualquer forma sei que enquanto me deixar abafar por ela a situação não muda. Cá estou, portanto.
domingo, 15 de dezembro de 2013
Um assunto trivial a ver se isto começa a encarreirar
Até aqui me está a custar disparatadamente vir escrever. Mas queria assinalar que esta semana vi dois grandes filmes.
Um que está agora no cinema - Last Vegas - e que vale muito a pena para descontrair e pela experiência monstruosa dos atores que compõem o ramalhete. Mesmo com um argumento perfeitamente medíocre - e este não é nada por aí além - fariam um bom filme.
Outro - The Help (As Serviçais) - que já devia ter visto há muito tempo e que vale muito a pena porque é maravilhoso, forte, emocionante e tudo. De tantas mensagens que me podiam ter ficado, ficou-me particularmente aquela de que não temos que estar aqui no mundo a pensar que o caminho para a felicidade é a mimése do caminho para a felicidade que aqueles que estão à nossa volta percorrem. Não é necessariamente o padrão corrente que naturalmente nos impingem ao longo do crescimento (vais ser uma criada; vais ser mãe de família) e que provavelmente estamos muito melhor aceitando a excentricidade do que somos.
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
A menarca - conclusão
Um dia fui à casa de banho e descobri umas pequenas manchas inusitadas. Estava eu em casa da minha avó a fazer coisas de adolescente, o que na altura era equivalente a ligar a MTV, enquanto estudava e pensava no meu amor platónico. Olhei para aquilo estranho e fingi que não vi. Era pouco. Ignorei que achava que era o período.
Tudo tranquilo até que à noite o meu sono foi interrompido por umas dores de barriga monstruosas. Que coisa horrível. Que era aquilo? Não dava para aguentar. A minha mãe apercebeu-se das minhas andanças pela cozinha em horas pouco usuais e perguntou-me o que se passava. Deu-me um comprimido que me ajudou a conseguir dormir finalmente descansada até à manhã seguinte. Não me lembro, mas se calhar até rezei para que não fosse o período. Felizmente era sábado. Pude compensar as horas de sono perdidas.
De manhã fui à casa de banho descontraídamente, já sem me lembrar do incidente nocturno, mas... já não era uma manchinha, era uma machona! Quis muito a minha mãe. Estas coisas falam-se com as mães, mas só via o meu pai em casa. Desorientada e sem saber o que fazer peguei num catálogo de roupa e decidi reter-me em cativeiro na cama até que a minha mãe chegasse. Pensei que poderia passar despercebia, mas o meu pai reparou e veio perguntar:
"Então Mary, o que é que se passa? Problems?". Entre lágrimas lá lhe confessei que me tinha vindo o período. Depois de me confortar ele ligou para a minha mãe para trazer pensos ou o que fosse preciso. A minha mãe chegou, disse que na noite anterior já desconfiou que fosse isso, e trouxe uma parafernália de pensos diferentes para eu experimentar, confortou-me que não tinha de os usar sempre e que geralmente dores de barriga sinalizariam quando teria de usar a próxima vez.
Mais tarde nesse dia o meu pai chamou-me "menstra" e deu-me uma mochila. Recompensa pela "menstra". Eu já me comecei a conseguir rir do meu "grande mal". Agora o meu pai está com aquela doença começada por c. e cujo nome me começa a custar pronunciar de tão pesado e seguido que tem sido o fardo na minha família. E está completamente em baixo. Quem me dera encontrar um nome que o fizesse arrebitar e um brinde que afastasse toda a dor dele. Que afastasse também a minha, a nossa que é muito maior do que devia.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
O virús já se sumiu?
Almas que deambulam por aí testem aqui, por favor, se o malware já se foi.
Há dias que são demasiado duros
E hoje não seguro o desfiladeiro de lágrimas que me doem no coração, na alma, em tudo.
domingo, 8 de dezembro de 2013
X-factoring XII
Se os X4U são paixão platónica, os Aurora são amor de adolescência. Gosto tanto daquele qualquer coisa de poéticó-boémio que há ali.
X-factoring XI
Se fosse homem a minha paixão platônica chamava-se Rita! Que versão, que carisma, que originalidade, que delicia. . . (e que bom ver músicos a acompanhar já agora)
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