domingo, 16 de janeiro de 2011

Se eu fosse jornalista...

... queria ser como a Catarina Fonseca. É por ela que eu compro a revista Activa. É criativa que dói, escreve como quem respira (digo sempre isto de quem escreve bem) e parece conseguir, de uma forma magistral, estar sempre dentro da cabeça de todas as pessoas. Descubram-na aqui, aqui e aqui. Apenas pequenos exemplos de um site carregado de pérolas! Coisas tão boas que quase nem apetece partilhar.

Alice Vieira e a filha, Catarina Fonseca
Fotografia da revista Caras

sábado, 15 de janeiro de 2011

6 meses de Mundo Cá Dentro

Tudo começou assim.


E depois vieram vocês. Obrigada M (eu bem queria saber fazer o coração!), Fresco_e_Fofo, Cat, Kikas, Menina do Mar, ...Ju..., Dinona, Caia, Maggy, Fi, Margot, Lady Me, MartaPetra_Pink, MissBlueBuble, Joana, Meninas todas do Me7ade da Laranja, 'Mimi e a todos aqueles cujo nome e respectivo blog não escrevi, e que estarei desde logo a carpir por isso, mas que estão aqui comigo frequentemente (isto de estar a escrever nomes de bloggers e respectivos blogs há 20 minutos com uma agenda preenchidíssima, é muito ginástica!). Enfim, obrigada aos 190 seguidores e mesmo não seguidores que passam por aqui de vez em quando!

Não têm rosto, não nos encontramos por aí todos os dias, mas têm blogs cheios de personalidade e que se distinguem por isso! Quantas vezes na minha vidinha não me lembro de vós!

O Mundo Cá Dentro não existia se também não existissem vocês :'). Portanto, obrigada por terem feito deste blog um mundo cheio através dos vossos comentários e opiniões.

E pronto. Espero que este palavreado seja suficiente para me seguirem por pelo menos mais 6 meses. That's all folks :D

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

A minha relação com o facebook

O meu facebook é fechadíssimo, nem as fotos de perfil são vísiveis para os não-amigos. Não gasto dos Estados do facebook, e as actualizações de fotos não são assim tantas. Tenho um bom número de "amigos" e um grande número de pedidos de amizades pendentes que surpreende algumas pessoas, motivo deste post. Evidentemente que dos 200 e muitos "amigos" fazem parte muitos conhecidos. Agora pessoas a quem disse "Olá" uma vez na vida, pessoas que vejo por aí frequentemente, mas com quem nunca falei, pessoas que nem sequer vejo por aí , vou adicionar? Óbvio que não.

E eu nem sequer gasto daquelas fotos "Olha para mim, desprevenida [tão desprevenida], agarrada a um palmeira!" , "Olha para mim e para o meu decote, por acaso evidente". O que faria se gastasse!

P.S. --» É sexta-feira. Permitam-me um post light!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Histórias do Manuel e da Maria

Não saber cozinhar à séria, como algumas avós ou até mães cozinham, irrita-me. E não falo de saber fazer bifes, massas várias, arroz, batatas fritas, entre outros pratos rápidos, porque isso toda a gente faz: falo de um cabrito ou de uma vitela assada com toda a categoria! Irrita-me mesmo.
rabbidus.tumblr.com
Em parte, eu queria ser uma mulher full-package: dedicada a outras áreas da vida, mas também exímia como dona de casa. Por um lado, acho que nenhum homem perdeu a fantasia da Maria, a mulher para todo o serviço. Por outro, eu própria quero ser a Maria, porque, no fundo, apta a todo o serviço,  a Maria é a pessoa mais capaz e independente da casa. Mas não sou a Maria. E não sou a Maria, porque para mim tão importante como o que a Maria faz é o que o Manel faz... E enquanto o Manel não souber fazer vitela, já tenho o package suficientemente full para ele!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Só para que conste, o R. não é romântico todos os dias

- Eu quero palavras!!! Não quero beijos...

R. reage apontando para o Word com um dos meus relatórios:

- E tens! Olha aqui tantas, já vais em 1704!

Mas é um docinho na mesma :)

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Não há duas sem três: o fim da tipologia


Os últimos tipos de taxista. Não deixem de consultar, nos posts anteriores, os restantes!


Paulo, o desorientado - Depois de andar uns tempos às voltas como quem domina o assunto e depois de vocês perguntarem "Mas sabe onde é?", enquanto ele vai respondendo "Sim, sim, é já ali ao fundo!" e quando o fundo chega murmura espantado "Ah, mas a entrada era aqui!" vocês percebem o que senhor se recusa a assumir: não faz ideia  de onde está. Então, querendo ser simpáticos e sobretudo agilizar o processo, já perguntam a quem vai convosco no táxi "Tu não sabes indicar ao senhor onde é?" , ao que o senhor atalha, numa rua onde não anda ninguém "Não é preciso, eu pergunto já!". Finalmente aparece um táxi-colega milagroso a quem o desorientado pergunta, "Faxabor, ó colega, para X, como é?". Dica: não se metam em atalhos.

Adolfo, o tecnológico - durante a viagem põe-nos a par do futuro do serviço de táxis, incluindo para tal, uma demonstração dos dispositivos que já se encontram instalados no carro, preparados para funcionar. Apresenta-nos também material fidedigno a propósito do assunto, nomeadamente, jornais,  que nos dá para consultar. Nós fingimos que lemos, comentando o que conseguimos ver rapidamente nas letras gordas porque, na verdade, enjoamos a ler no carro. Dica: normalmente são agradáveis, limitem-se a manter-se minimamente interessados.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tipologia dos taxistas II

Como prometido ontem, cá estão eles. Na verdade, só o silencioso e o marketeer, porque é fim-de-semana, e ninguém tem pachorra para posts grandes.

carryeachother.tumblr.com
o silencioso (tão silencioso que nem dá para lhe imaginar um nome) -  vocês entram no táxi, dizem para onde vão e o taxista limita-se a acenar. Fazem um ou outro comentário e o taxista volta a acenar inexpressivo. Desistem, pois percebem que a única hipótese que têm de falar durante a viagem é iniciar um monólogo ridículo e, de facto, podem estar a importunar um senhor que, em silêncio, conduz muito mais concentrado. No fim da viagem, com sorte, podem ouvir  a sua voz a propósito dos trocados. Dica: se querem conversar, viagem acompanhados.

Manuel, o marketeer. Aparenta ser o taxista conversador: uma parecença com a namorada do filho pode ser mote para iniciar uma conversa que até se torna agradável. O conversador desaparece quando a meio da viagem, o marketeer já nos está a falar dos clientes regulares e do preço combinado com os mesmos, e, a par desta dissimulada publicidade, observamos que abranda quando está prestes a chegar a um semáforo. No fim, apresenta o cartão pessoal para ligar a qualquer hora, em qualquer dia. Dica: aceitem o cartão, cabe-nos a nós usá-lo ou não.

To be continued...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Tipologia dos taxistas

Raramente ando de táxi. Mas quando ando tenho momentos apreciáveis de observação. Aqui estão alguns personagens que já tive o prazer de conhecer.

Joaquim, o conversador - inevitavelmente vai falar a viagem toda. Sobre futebol, política, homens, mulheres, a própria vida...  Nós podemos participar, limitar-nos a acenar ou resumir-nos ao silêncio que, para o senhor, não há problema nenhum. Dica: Não discutam opiniões e muito menos entrem em debates clubísticos, ele terá sempre razão.

Carlos, o metaleiro - geralmente é uma espécie nocturna. Identifica-se à distância, especialmente se o apanharem a descarregar os clientes anteriores. Estes indicar-vos-ão a rir , um tanto ou quanto frenéticos: "Vão neste, vão neste, é o melhor!". Perante tamanha agitação vocês pensam "Estão bêbados, mas... que sorte, um táxi já aqui!". O metaleiro cumprimenta-vos delicadamente e assim que indicam o vosso destino, eleva o volume do rádio, onde se escuta Rammstein e faz o caminho prego a fundo, incluindo curvas à velocidade que manteiga derrete na frigideira. Dica: Não peçam para andar mais devagar, ele não abranda, mas é certinho que acalma o ritmo perante a sinalização de um pequeno enjoo com tendência a culminar em vómito.

João, o mente aberta ou engatatão - Começa a falar do estado do tempo e de um momento para o outro dão com ele a falar das pessoas que andam sisudas como o tempo e  a defender uma filosofia de vida baseada no carpe diem e no optimismo. A tal ponto, perante o vosso comentário , breve e inofensivo, de que é óptimo pensar assim, já vos está a dizer que não dá nada na vida como garantido e que antes de ser taxista foi agente comercial. Vendia lingerie feminina. Confessa-se uma mente aberta e ainda vos informa que tinha que ser porque fez nudismo dos 14 aos 22 anos.  Tão mente aberta que já chegou perto da mulher agarrado a duas "amigas" ,"Olha, são minhas namoradas". Depois diz-vos que vários estudos comprovam que o que uma pessoa precisa para estar bem é optimismo e sexo. E continua a falar convosco durante 10 minutos depois do táxi ter parado e depois de terem perguntado quanto lhe deviam.  Começam a temer, "Será que eu vou sair daqui?". Dica: Vão insistindo pelo custo da viagem, atalhando que têm uma consulta médica que não podem perder.

Os nomes obviamente foram inventados, mas todos os dados contidos nestas breves descrições são verídicos. Não percam, amanhã, na parte II, o tecnológico, o silencioso, o marketeer e o desorientado e contribuam com os vossos conhecimentos para ampliar esta base de dados!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sinfonia de Fungadelas

Já lá vai o tempo em que eu não me importava de apanhar uma constipaçãozita para ficar em casa um bom par de dias.
Agora, fujo dos virús a todo o custo, mas hoje, no metro, fui particularmente ameaçada.
Ou estava especialmente desperta e vigilante - o que não é provável, porque estava a acabar de acordar - ou aquilo foi uma verdadeira sinfonia de fungadelas. Mas fungadelas não externas, isto é, não para o lenço, mas daquelas fungadelas internas, em que o pessoal aperta as narinas e inspira-as, "Ai, deixa ver se não foges". Quanto estava prestes a dar o tilt, perante tamanho ruído perturbador, a minha mente inventiva salvou-me. Imaginei a próxima publicidade para o Cêgripe, Antigripine ou semelhantes: uma opereta de música de fundo e actores a fungarem-se em câmara lenta... Mote do anúncio? Não ofereça concertos com o instrumento errado...

E lembrem-se: se chegarem a ver esta ideia na televisão, fui eu que disse primeiro!

E não se esqueçam: há dias em que eu escrevo sobre coisas decentes.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Labello, Labello, Labello...

Sinto falta do meu Labello, azulinho, clássico. Deixei-o na minha morada oficial e cá estou eu ,só e abandonada, na minha morada de estudante. 
Sinto falta do meu Labello e nem sequer tenho os lábios gretados, prestes a desfazer-se. 
Sinto falta do meu Labello porque cheira e sabe bem e, principalmente, sinto falta do meu Labello porque quando tenho muita coisa para fazer - relatórios!relatórios!relatórios! - qualquer coisinha é boa para me distrair.


E agora que descobri que existem tantos Labello só me apetece ir comprar Labellos, assim para ficar com paletes deles: um de cada cor.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Vocês sabem lá...

... a leveza que é não fazer exames. 

Agora que muita gente sofre às portas do primeiro exame, eu, apesar de ter em mãos não sei quantos relatórios (prefiro não contar!), só sinto vontade de cantar e saltar quando penso que este ano não há exames para mim! Tenho que ir para o estágio já amanhã, mas nem isso custa quando as palavras mágicas surgem: não tenho exames para fazer

Ieeeiiii! Não há exames, não há dores de barriga frequentes,  não há professores malvados a mandar-me entregar exames antes de os terminar, não há perda de apetite, não há noites de insónia ocasionais e não há "Ai que eu não aguento mais, estou farta!", logo a seguir ao primeiro exame!

Mas como muitos dos meus seguidores ainda fazem exames, esta é para vocês:

sábado, 1 de janeiro de 2011

Mary Jane ao volante

2011 é o ano

Mesmo que eu não simpatize com o número 11, porque me sugere duas pessoas isoladas, cada uma para seu lado, e, como diria Aimee Mann "One is the loneliest number that you'll ever do.", 2011 é o ano. Mais não seja porque depois de muitos anos a resistir ao volante, finalmente peguei nele. E só eu sei como a estrada era perigosa e vertiginosa.

Dress code: o meu queridinho Andy Warhol by Pepe Jeans
Game code: Mario Kart para a Wii