O estado do tempo não é só uma condição física relevante para tomar decisões (e.g., decidir se vamos ficar a ouvir a chuva e a deglutir chocolates enquanto vemos um filme ou se vamos correr com o canito até ao parque) ou para moderar a velocidade na estrada; tal como não é apenas um estado que pode condicionar o nosso humor. O estado metereológico tem uma função que tantas vezes é esquecida, mas tão relevante (ou mais ainda) como todas as outras: é o maior propulsor de interação social quando estamos com alguém semi-conhecido e não sabemos como quebrar um silêncio incómodo. Não estão a ver aquela pessoa que depois de um tempo comenta como se tivesse acabo de descobrir algo incrível:
- Está um frrriooooo.
E das três, uma: ou recebe de retorno um "Hmm" disfarçado de "O que é que tu queres?"; ou se trocam meia dúzia de comentários metereológico e a coisa finda ali (-Que calor. - Ui, não se pode!) porque ninguém teve criatividade para um passo adelante ou é o início da relação de uma vida. All in all, o estado metereológico é sempre um desbloqueador de conversa no qual vale a pena investir.
Com os blogs é a mesma coisa. Quando não se tem nada que dizer fala-se do estado do tempo. Hoje como estou com o cérebro feito puré decidi falar de quê? Do tempo, claro. Vá, no meu caso ainda foi pior, eu não decidi, só escolhi que podia ser: o Jibóia Cega deu implicitamente a ideia. E sim, estou com muito frio nas mãos, credo. E quero o perfume da maçã que está a dar na televisão

